Desaparecimento da educadora física Viviane Madeira completa três meses, em Sobral

O desaparecimento da educadora física Viviane Madeira Silva, de 27 anos, vista pela última vez em uma festa no Bairro Dom Expedito, em Sobra...

O desaparecimento da educadora física Viviane Madeira Silva, de 27 anos, vista pela última vez em uma festa no Bairro Dom Expedito, em Sobral, no interior do Ceará, completou três meses nesta quinta-feira (7).

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Foto: Reprodução

Segundo a Polícia Civil, até o momento, 34 pessoas foram ouvidas durante as investigações, que estão a cargo da Delegacia Regional de Sobral.

Uma câmera de segurança da casa de shows registrou Viviane no local antes de desaparecer. Nas imagens, disponibilizadas pela Polícia Civil cinco dias após o sumiço, a educadora física é vista saltitando. A jovem levanta os braços, como se fosse dar um abraço em alguém, e fica encoberta por uma coluna.

Conforme a polícia, as imagens apuradas durante as investigações foram cedidas ao núcleo da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce), que realiza análise dos conteúdos.

" As diligências contam com o apoio da Polícia Militar do Ceará (PMCE) e de equipes especializadas em buscas e do canil do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Ceará (CBMCE), das unidades de Sobral e Fortaleza. Já foram realizadas buscas em possíveis locais que a vítima tenha passado", falou a polícia.

Ainda de acordo com a corporação, as investigações seguem em uma fase sigilosa, desta forma, mais informações só podem ser divulgadas em momento oportuno para não atrapalhar os trabalhos policiais.

Viviane trajava uma calça jeans e uma blusa de crochê de cor laranja quando foi vista pela última vez. Não há informações se ela saiu da festa acompanhada da festa.

Clima de medo

Uma fonte que acompanha o caso, que não quer se identificada por questões de segurança, conversou com o g1 no dia 8 de junho, quando o desaparecimento da jovem completou dois meses sem respostas e falou sobre o clima de medo em torno do caso, além dos julgamentos enfrentados pela família.

Segundo a fonte ouvida pelo g1, há um clima de medo entre familiares e amigos devido à falta de informações sobre o paradeiro de Viviane. A família da vítima ainda enfrenta julgamentos e comentários dos moradores da cidade. "Meio que tentam justificar de todas as formas o desaparecimento", disse uma pessoa próxima à Viviane.

Com a repercussão da busca por Viviane, no dia 11 de maio passou a circular nas redes sociais um vídeo em que ela aparece sendo colocada à força dentro de um carro que sai em alta velocidade, enquanto ela gritava por socorro.

Ainda conforme a fonte, as imagens foram gravadas por uma testemunha meses antes do desaparecimento de Viviane. No dia do ocorrido, ela estava conversando com o ex-namorado na parte de baixo do prédio em que ela mora, quando os dois discutiram e o homem fez Viviane entrar à força no veículo dele.

O Instituto Patrícia Galvão, entidade feminista brasileira, repudiou os comentários negativos que têm sido feitos contra a educadora física.

Pistas do desaparecimento

Familiares e amigos da educadora criaram um perfil no Instagram intitulado "Encontrar Vivi", que conta com mais de 3 mil seguidores para tentar obter informações que levem a polícia a descobrir o paradeiro e dar visibilidade ao caso de Viviane. No perfil é feita a contagem do período sem informações sobre a jovem.

Em 11 de maio, uma familiar da educadora física compartilhou nas redes sociais que a família recebeu informações que Viviane foi vista caminhando desorientada no Centro de Sobral. Os parentes foram ao local indicado, fizeram buscas na região, mas Vivi não foi localizada.

Ainda segundo a família, em 2021 a educadora sofreu abuso e violência doméstica de um ex-namorado. Na ocasião, ela denunciou o ex, que tentou sufocá-la após o término do relacionamento. Na ocasião, ela recebeu uma medida protetiva, mas pediu a revogação em julho do ano passado.

Sozinha em festa

Segundo familiares, Viviane estava solteira e foi à festa sem documentos e sem o celular. Ela saiu de casa apenas com um cartão de crédito e a chave de casa.

"Não se sabe como ela saiu de lá [da festa] e sua roupa era uma blusa laranja, de tricê. Dava para ver um top bege, calça jeans azul clara e sandálias havaianas. Ela tinha algumas pulseiras no braço e só andava com uma chave e um cartão de crédito. Não tinha celular e não tinha documentos. Ela foi, aparentemente, sozinha", disse uma familiar, que prefere não se identificar, em entrevista ao g1.

(G1/CE)

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