Baleada durante assalto, profissional da beleza luta para voltar a atuar após perder um olho

Luana Aguiar, de 24 anos, foi baleada na cabeça no dia 21 de julho deste ano durante um roubo no bairro Amadeu Furtado, em Fortaleza.  Crédi...

Luana Aguiar, de 24 anos, foi baleada na cabeça no dia 21 de julho deste ano durante um roubo no bairro Amadeu Furtado, em Fortaleza. 

Créditos: O Povo

Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

Ela passou dois meses internada no Instituto Doutor José Frota (IJF) e hoje tenta recomeçar a vida após perder a visão de um olho. Luana, que é lash designer (profissional que atua com cílios), teve de fechar o salão de beleza e agora tenta reaprender a aplicar os cílios e a atuar como manicure, mesmo com a visão monocular.

Luana é mãe de um menino de sete anos, havia alugado um imóvel e realizava o sonho de empreender. Ela montou um espaço no bairro Amadeu Furtado, onde aplicava cílios e fazia unhas. Usava as redes sociais para mostrar os avanços na estrutura do estabelecimento. No dia 21 de julho, ela saiu do salão foi surpreendida por um homem, que anunciou o roubo. Luana conta que não entendeu o que ele falava e se afastou. Ela relata que o homem ameaçou que se, ela saísse ele atirava. "Eu virei e foi quando ele atirou", relata.

Luana foi socorrida ao IJF, onde passou dois meses internada. O tiro atingiu a cabeça, do lado direito, entrando pela frente. "Por isso perdi o olho direito". A profissional da beleza teve que comprar uma prótese que custou R$ 2.100 e precisou da ajuda de amigos para comprar fraldas e colírio durante o período que passou hospitalizada. Ela realiza acompanhamento com oftalmologista e com neurologista.

Luana teve que fechar o salão de beleza e devolver o imóvel, que era alugado. Ela ainda não consegue trabalhar. "Eu estou com dificuldade, eu perdi a noção do espaço e profundidade, pois eu só tenho a visão monocular. E preciso dessa noção pra fazer os cílios. Está sendo difícil, mas estou treinando. E estou treinando para fazer unha", explica. Enquanto estava no hospital, o filho ficou sob os cuidados da avó paterna e atualmente não mora mais com Luana, em razão da casa ser mais próxima da escola.

"Eu fiquei muito triste pelo fato de eu não conseguir voltar a trabalhar. Eu era acostumada com uma rotina de trabalho. Fico chateada e angustiada. E se eu não conseguir voltar vou ter que descobrir o que posso fazer", relata.

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Luana diz que não tem notícias sobre o autor do crime e acredita que ele não foi preso. Além disso, ela busca agora um auxílio doença para cobrir as despesas. "Foi no dia 21 de julho. Vai fazer três meses, os médicos dizem que eu sou uma exceção. A maioria das pessoas que são baleadas como eu fui apresenta problemas neurológicos. E eu estou muito bem", finaliza.

Por meio de nota, a Polícia Civil informou que segue investigando uma tentativa de latrocínio, registrada no dia 21 de julho, no bairro Bela Vista. O caso está a cargo do 10º Distrito Policial, que é a unidade que realiza diligências para elucidar os fatos. "Mais detalhes serão repassados em momento oportuno para não comprometer os trabalhos policiais", informa.

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