Trecho da Avenida John Sanford é considerado um dos mais violentos de Sobral

Ao longo dos anos, os acidentes têm ocorrido com frequência, e tirado a vida de muita gente. Siga-nos  no  Google Notícias  e acompanhe as n...

Ao longo dos anos, os acidentes têm ocorrido com frequência, e tirado a vida de muita gente.

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A Avenida John Sanford é uma das mais movimentadas de Sobral. O fluxo de veículos é intenso, em quase todos os horários. A via, antes de mão dupla, já chamava a atenção pelo número de acidentes de trânsito. Hoje, mesmo sendo de mão única, segue como uma das mais perigosas. Estreita, a avenida tem todo o seu espaço dividido por motociclistas, ciclistas, carros de passeio, caminhões, um trem (VLT), e todo o tipo de veículos.

Imagem Nildo Nascimento

Os últimos acidentes registrados este ano, na via, ceifaram quatro vidas: a da jovem Alice Ricássia, que derrapou com sua motocicleta e foi atingida por um carro que vinha logo atrás dela; a da senhora Maria Gorete Santiago (67), que era conduzida em uma motocicleta, quando ocorreu o acidente; Francisco Fontenele, outra vítima, que morreu no local.

“O espaço é muito apertado. Mesmo assim, todo mundo quer passar ao mesmo tempo. Há muita ultrapassagem em alta velocidade. Outra dificuldade, é sobre o estacionamento de veículos para carregar ou descarregar materiais. Eu sou comerciante e vejo isso como um sério problema”, relata o morador, que não se identifica, por medo de criticar uma obra que já faz parte do cotidiano da cidade: o VLT. O trem circula pelo trecho, o tornando mais estreito e sujeito a acidentes. Segundo testemunhas, que moram ao longo da avenida, os motociclistas são os que mais correm, causam os acidentes, e têm sido as maiores vítimas.

“Às vezes, eu ainda fico na calçada de casa, no final da tarde. Num desses momentos, uma moto derrapou e o rapaz chegou a cair, quase nos meus pés. Eles correm demais. Avançam pelo espaço do trilho e se acidentam”, diz a dona de casa Ana Lúcia de Sousa (64), vizinha da assistente social Viviane Cordeiro, que também reclama da situação. “Aqui, é queda de moto constantemente. Tem hora que passa tudo o mesmo tempo: carro, moto, bicicleta, metrô. Todos disputando o mesmo espaço. Os motociclistas são os mais afoitos. Correm demais”, explica.

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O trecho, onde ocorre a maior parte dos acidentes, fica localizado no Bairro Junco. No local, tanto há comércio de todo o tipo, quanto residências, de uma ponta a outra. Uma das moradoras é a dona de casa Sandra Helena Lopes, que sempre se incomodou com a alta velocidade empregada pelos condutores. “Eu moro aqui, faz pouco mais de 30 anos, e sempre foi assim. Movimentada, perigosa e cheia de acidentes. Com a instalação do VLT, a coisa piorou, porque quem circula de moto quer sair na frente, quando abre o sinal, e passa para cima dos trilhos. É quando é causado o acidente”, relata a dona de casa e reforça. “Pelo que observo, os motociclistas são os que mais causam acidentes e, infelizmente, as maiores vítimas. Eu mesma, já cheguei a socorrer pessoas caídas aqui. É lamentável”, conclui.

Por Marcelino Jr / Sistema Paraíso

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