Sobral é a terceira cidade que mais perdeu empregos no Ceará

Ao contrário do Brasil, que apresentou saldo de 155 mil empregos em janeiro, Ceará registrou perda de 1,5 mil postos de trabalho. Sobral é a terceira cidade com maior número de demissões no Ceará: saldo negativo de 425 vagas.

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Foto: Reprodução

Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia, o Estado fechou o mês de janeiro com um saldo de menos 1.508 oportunidades de trabalho. O resultado marca o segundo mês consecutivo com perdas de empregos no Ceará. Em dezembro, o saldo negativo foi de 1.665 empregos.

No que se refere às admissões foram registradas 40.658. Já as demissões chegaram a 42.166; o que gerou um estoque de 1,19 milhão de empregos. O número representa a quantidade de contratos de trabalho via Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), ou seja, a boa e velha Carteira de Trabalho.


Enquanto o Ceará apresentou resultado negativo, o Brasil, por outro lado, teve um salto positivo de empregos no mesmo mês. O Caged apontou um saldo de 155.178. O dado é resultado da soma de 1,777 milhão de admissões e 1,622 milhão de desligamentos. Atualmente, o País conta com, segundo dados do Caged, um estoque de 40,833 milhões de empregos formais.

No ranking das dez cidades cearenses que mais geraram emprego, no primeiro mês do ano, Barbalha aparece em primeiro, com 298 novas oportunidades; seguida de Brejo Santo (259), Aquiraz (190), Morada Nova (157), Itapipoca (98), Varzea Alegre (89), Russas (77), Acaraú (63), Canindé (60) e Quixeramobim (56). No sentido inverso, surgem Fortaleza, com menos 790 vagas, Maracanaú (-726), Sobral (-425), Juazeiro do Norte (-253), Cascavel (-194), Maranguape (-170), Quixeré (-152), Icapuí (-87), Pacatuba (-80) e a cidade de Milagres, com menos 50 postos de trabalho.

Em Sobral, maior cidade da Zona Norte do Ceará, a questão de admissões e demissões têm oscilado, nos últimos dois anos. Em 2020, por exemplo, o município amargou o pior primeiro semestre dos últimos anos na criação de emprego, também, segundo Caged. De janeiro a junho daquele ano, 4.613 sobralenses perderam o emprego; um média de 769 demissões por mês. Neste período, apenas 3.275 postos de trabalho foram gerados, contabilizando um saldo negativo de 1.338 desempregados. Abril foi o pior mês do semestre, com 892 desligamentos e apenas 252 contratações. A perda foi de 640 vagas.

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Já em 2021, quase no apagar das luzes daquele ano, na segunda quinzena de dezembro, o Sistema Nacional de Emprego (Sine) havia contabilizado números positivos quanto à geração de empregos formais. Os dados relacionados, entre janeiro e dezembro, apontavam que foram ofertadas 4.397 contratações. Diferente de 2020, quando foram garantidas 3.631 vagas. “Do total de contratações, ao longo de 2021, houve um acréscimo de 766 respostas positivas. Um percentual de crescimento de 21%, na comparação com o ano anterior”, revelou, à época, Marylane Feijão Borba, gerente do Sine no município. Este ano, por enquanto, Sobral volta a patinar em contratações formais, amargando o terceiro lugar na lista dos que reduziram seus postos de trabalho.

Por Marcelino Jr / Sistema Paraíso

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