Homem mata companheira grávida para não assumir paternidade em Rondônia

VILHENA (RO) — Um homem de 28 anos matou a mulher com quem mantinha um relacionamento extraconjugal, em Pimenta Bueno, a 522 quilômetros de ...

VILHENA (RO) — Um homem de 28 anos matou a mulher com quem mantinha um relacionamento extraconjugal, em Pimenta Bueno, a 522 quilômetros de Porto Velho, no interior de Rondônia, porque não queria assumir a paternidade do filho, que eles teriam juntos, além da tentativa de preservar o próprio casamento.

O corpo de Antonieli Nunes Martins, de 32 anos, foi encontrado na última quinta-feira, 3, depois que parentes foram à casa dela, preocupados por sua ausência no trabalho e com a falta de retorno às mensagens e ligações. Os familiares encontraram a porta da residência destrancada e o corpo de Antonieli sobre a cama.  Ela deixa o filho mais velho, de três anos.

A vítima, Antonieli Nunes Martins, de 32 anos, e o assassino, Gabriel Henrique Santos Souza (Reprodução/Internet)

De acordo com a nota de esclarecimento do escritório de advocacia que representa a família da vítima, à qual a reportagem da REVISTA CENARIUM teve acesso, o autor do crime, Gabriel Henrique Santos Souza, compareceu à delegacia de Polícia Civil (PC), confessou o assassinato, mas não ficou preso de imediato, pois o período de flagrante já havia passado. No entanto, teve a prisão preventiva decretada nesta sexta-feira, 4, e já está recluso no sistema carcerário.

“Após a decretação da prisão preventiva, foi informado pelo advogado que representa Gabriel, que o mesmo se apresentaria junto à Unisp [Unidade Integrada de Segurança Pública] de Rolim de Moura/RO, cidade onde se encontra desde o dia 03/02/2022, sendo de conhecimento das autoridades. Diante da apresentação e prisão que ocorreu nesta data, Gabriel se encontra em cárcere à disposição da Justiça”, diz o documento.

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O crime

Antonieli teria descoberto, recentemente, a gravidez fruto do relacionamento e cobrava de Gabriel a paternidade. Segundo testemunhas, eles eram colegas de trabalho e teriam se encontrado, na casa dela, na noite de quarta-feira, 2, quando o crime ocorreu. Durante uma discussão, Gabriel estrangulou Antonieli e acertou um único golpe de faca no pescoço da vítima.

Segundo a polícia, o inquérito seguirá em sigilo judicial. O caso está sendo tratado como feminicídio e o assassino deve ser indiciado, inclusive, com agravantes, porque a vítima estava grávida e pela barbaridade ter sido cometida por “motivo torpe”, portanto fútil.

Comoção social

Familiares, amigos e diversas outras pessoas da sociedade civil expressam revolta e pedem por justiça nas redes sociais. “Que crueldade fizeram com essa mulher. Minha prima. Isso é um monstro (…) e nem foi preso, cadê a Justiça?”, escreveu no Facebook, Maurício José da Silva, primo de Antonieli.

O deputado estadual de Rondônia Jean Mendonça (Podemos) também se manifestou. “Aos familiares e amigos lamentamos profundamente sua perda e desejamos que o luto e o tempo aliviem sua dor e tragam paz ao seu coração novamente”, escreveu o político.

Deputado estadual de Rondônia Jean Mendonça (Podemos) se solidariza com a família de Antonieli (Reprodução/Instagram)

“Não vamos nos calar”, publicou outra internauta, que cobrou por atenção da Justiça. Além disso, usuários do Instagram planejavam realizar uma manifestação em frente à Delegacia de Polícia Civil de Pimenta Bueno na tarde desta sexta-feira, 4. Porém, os protestos foram cancelados após a prisão preventiva de Gabriel.

“Pedimos encarecidamente que não seja feito nenhum tipo de manifestação, pois a reposta da Justiça ocorreu no momento em que a prisão foi decretada (…) e Gabriel já está aguardando julgamento na forma da Lei”, destacou a nota da advogada da família de Antonieli.

Pai de Gabriel pede perdão

Pastor evangélico e pai do autor do crime, Julio Cesar Silva Souza publicou um vídeo, na tarde desta sexta-feira, 4, chorando e pedindo perdão à família de Antoneli. “Eu sinto muito pelo acontecido. Que Deus possa, por meio do Espírito Santo, consolar o coração de toda a família, de toda a sociedade (…) Nós não estamos passando a mão na cabeça do nosso filho (…) Nós contratamos advogado para acompanhar, para que ele possa ser julgado na forma da lei, não pela apreciação popular ou coisa parecida”, disse. 

“Está sendo muito difícil para nós, por isso a demora de nos posicionar diante da sociedade (…) parece que nós estamos em um pesadelo”, continuou o pastor.

Fonte: REVISTA CENARIUM

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