"Gosto de matar, sou o Coringa", diz serial killer de gays

  Desde que foi divulgada a identidade e a imagens do suspeito de matar três homossexuais no Sul do Brasil. Um novo capítulo no caso vem cha...

 Desde que foi divulgada a identidade e a imagens do suspeito de matar três homossexuais no Sul do Brasil. Um novo capítulo no caso vem chamando a atenção das autoridades policiais da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa, em Curitiba, no Paraná. Aos poucos, a investigação ganha mais elementos para traçar o perfil do foragido, tratado pelas polícias como Paraná e de Santa Catarina como um serial killer, isto é, um criminoso que escolhe as vítimas por um perfil específico e busca assassinar a maior quantidade possível de pessoas.


Depoimentos de vítimas relatam o lado macabro sobre o comportamento do suspeito. De acordo com a Policia Civil, José Tiago Correia Soroka, de 33 anos, é apontado como o assassino do estudante sul-mato-grossense, Marcos Vinício Bozzana da Fonseca, de 25 anos.

Dois homens homossexuais relatam ter sobrevivido a ataques de Tiago. Um deles foi à polícia e fez o reconhecimento de seu agressor. O outro deu entrevista para emissora de TV da capital paranaense. A mulher com quem o suspeito morou também é uma das vítimas de tentativa de homicídio.

Muito articulado, sedutor, cortês, José Tiago usou o Grindr, aplicativo de encontros voltados ao público LGBT+, para fazer as suas últimas vítimas. Com nomes falsos, ele puxava conversa com os homens até convencê-los de se conhecerem pessoalmente.
Um dos sobreviventes é arquiteto, morador do Bigorrilho, em Curitiba. O “encontro” foi marcado em uma tarde de terça-feira (11), quando a vítima abriu a porta de seu apartamento para “Ricardo”, o rapaz que havia conhecido no aplicativo.

O visitante se apresentou e logo perguntou o que o arquiteto gostava de fazer durante o sexo, pediu que ele tirasse a roupa e virasse de costas. Foi quando Tiago surpreendeu a vítima com o golpe do tipo mata-leão.

Conforme contou à policia, o sobrevivente chegou a pensar que se tratava de uma brincadeira. Mas, o agressor continuou tentando asfixiá-lo e disse: “Eu sou o Coringa! Eu sou louco, gosto de matar”.

Só então, o arquiteto conseguiu se desvencilhar. Tiago fez menção de estar armado e obrigou a vítima a lhe entregar alguns pertences. Antes de fugir, cortou os fios do interfone e do telefone fixo do apartamento.

Segundo depoimento, outro jovem gay, de 29 anos, relatou ter conhecido José Tiago há quatro anos. Os dois começaram a conversar em frente a um supermercado, também no Bairro Bigorilho, em Curitiba.

No mesmo dia, a vítima levou o rapaz para o seu apartamento. No local, trocaram caricias e um certo momento o suspeito subiu em cima dele o imobilizou e depois tentou enforca-lo. A vítima afirma que conseguiu se livrar da situação.

Terceira vítima, ex-mulher de Tiago foi ouvida na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa. De acordo com as autoridades, os dois viveram juntos até o início deste ano, quando ele tentou matá-la pela segunda vez, com um mata-leão.

Ela terminou o relacionamento, deu queixa e conseguiu medida protetiva pela justiça. Em depoimento ela o descreve com comportamento bastante instável, variando entre amoroso e explosivo. De uma hora para outra, se transforma em outra pessoa.

Para a polícia, as intenções do suspeito não era roubar, mas matar. “Em todos os casos, as vítimas tinham carteira com dinheiro, joias, relógios, mas só foram levados o celular e o notebook, o que dá a entender que ele [o assassino] queria evitar qualquer forma de rastreamento. Ele tinha conhecimento em informática para isso. A gente tentou rastrear remotamente os aparelhos, mas o suspeito já havia entrado no equipamento e trocado as senhas”, comentou o delegado Marcelo Fernando Tescke para a reportagem da Piaiuí. Cerca de 30 pessoas já foram ouvidas até a semana passada.

José Tiago nasceu em Palmas, no Centro-Sul do Paraná, e passou a infância com os pais e a irmã. “Ela disse que tinha vagas lembranças de abusos, mas acredita que ele tenha ficado traumatizado, porque já passou por tratamentos psiquiátricos. Não se sabe se os crimes têm relação com esse trauma ou se ele sentia alguma aversão a homossexuais e por isso escolhia vítimas gays”, afirma o delegado Tiago Nóbrega.

Fonte: Diário Online

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