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Supermercados do Ceará estudam revezamento de escalas e automação após o fim da escala 6×1

Entidades como a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) projetam o impacto financeiro imediato na folha de pagamento do setor. Repro...

Entidades como a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) projetam o impacto financeiro imediato na folha de pagamento do setor.

Reprodução

Reorganização das escalas de trabalho, novas contratações, investimento em automação e revisão dos horários de funcionamento estão entre as alternativas consideradas por diversos setores do Ceará para se adaptar ao fim da escala 6×1.

Aprovada pelo Senado Federal na última quarta-feira (14) e promulgada na sexta-feira (16), a Emenda Constitucional 141 garante dois dias de repouso semanal remunerados e reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas.

O setor supermercadista estuda mudanças em pontos como os horários de funcionamento, as escalas de trabalho e na implementação de tecnologias para automatizar o serviço.

Um dos temas que estão no radar, ainda que incipiente, é a possibilidade de redução do funcionamento em horários extremos e concentrar a força de trabalho no período de pico. As medidas estudadas ainda estão em avaliação.

Segundo o secretário executivo da Associação Cearense de Supermercados (Acesu), Antonio Sales, o setor também avalia a montagem de escalas de revezamento dinâmicas, distribuindo as folgas entre os dias de menor movimento, principalmente de segunda a quarta-feira, para manter o atendimento nos fins de semana.

As possibilidades de adaptação, no entanto, variam conforme o porte dos estabelecimentos. Enquanto grandes redes têm maior capacidade de investir em tecnologia e inteligência artificial para substituir postos e mitigar perdas operacionais, pequenos mercados enfrentam limitações financeiras e equipes mais enxutas para realizar o revezamento.


O secretário executivo observa que a redução da jornada de trabalho poderá gerar novas contratações, “mas de forma desigual e acompanhada de pressão inflacionária na folha de pagamento e nos custos operacionais”. Nesse contexto, ele aponta perda de capacidade operacional nas lojas e impacto no custo e nas vagas.

“Entidades como a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) projetam que o impacto financeiro imediato na folha de pagamento do setor será de 15% a 20% de aumento de custo”, explica.

Fonte- Diário do Nordeste

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