Relatora da ONU adere à greve de fome contra execuções no Irã
Presos políticos realizam ato todas as terças em diversas prisões do país Foto: Riccardo Milani / Hans Lucas via AFP A relatora da ONU para ...
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Presos políticos realizam ato todas as terças em diversas prisões do país
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| Foto: Riccardo Milani / Hans Lucas via AFP |
A relatora da ONU para a liberdade de reunião e associação, Gina Romero, anunciou na segunda-feira (12) que nesta terça (13) se juntará à greve de fome de 24 horas que os presos políticos realizam, todas as terças-feiras em diversas prisões do Irã, para exigir o fim das execuções no país.
– A pena de morte está sendo aplicada contra pessoas por exercerem seus direitos à liberdade de reunião, de associação e de expressão, bem como seus direitos políticos – afirmou a relatora nas redes sociais, antes de anunciar que os presos que participam dessa greve “arriscam tudo atrás das grades” e que decidiu se juntar a eles de fora neste ato.
A campanha “terças-feiras contra as execuções” é um movimento de resistência civil lançado pelos próprios presos, alguns dos quais se encontram na antecâmara da execução, também conhecida como “corredor da morte”.
A especialista em direitos humanos da ONU afirmou que “milhares de manifestantes foram assassinados pelas forças de segurança” nos protestos ocorridos em janeiro passado e que, desde março, 46 presos políticos foram executados.
– Esta é a maior onda de execuções políticas no Irã em quase quarenta anos – ressaltou.
Romero detalhou que existem planos em andamento para dar continuidade às execuções de jovens, incluindo estudantes e atletas; o que demonstra “como o fato de protestar e realizar reuniões pacíficas com fins políticos se transformou em crimes capitais e é utilizado para reprimir a dissidência”.
A relatora colombiana exigiu que o Irã “ponha fim às execuções, anule as sentenças de morte proferidas após julgamentos injustos e permita a supervisão independente dos presos que se encontram em situação de risco”.
Em sua publicação, Romero menciona pelo nome vários jovens entre 18 e 26 anos que estão no corredor da morte, na maioria dos casos por terem participado dos protestos.
O movimento Terças-Feiras Contra as Execuções começou como forma de protesto no início de 2024 e conta com a participação de detentos em dezenas de centros penitenciários em todo o país.
*EFE
– A pena de morte está sendo aplicada contra pessoas por exercerem seus direitos à liberdade de reunião, de associação e de expressão, bem como seus direitos políticos – afirmou a relatora nas redes sociais, antes de anunciar que os presos que participam dessa greve “arriscam tudo atrás das grades” e que decidiu se juntar a eles de fora neste ato.
A campanha “terças-feiras contra as execuções” é um movimento de resistência civil lançado pelos próprios presos, alguns dos quais se encontram na antecâmara da execução, também conhecida como “corredor da morte”.
A especialista em direitos humanos da ONU afirmou que “milhares de manifestantes foram assassinados pelas forças de segurança” nos protestos ocorridos em janeiro passado e que, desde março, 46 presos políticos foram executados.
– Esta é a maior onda de execuções políticas no Irã em quase quarenta anos – ressaltou.
Romero detalhou que existem planos em andamento para dar continuidade às execuções de jovens, incluindo estudantes e atletas; o que demonstra “como o fato de protestar e realizar reuniões pacíficas com fins políticos se transformou em crimes capitais e é utilizado para reprimir a dissidência”.
A relatora colombiana exigiu que o Irã “ponha fim às execuções, anule as sentenças de morte proferidas após julgamentos injustos e permita a supervisão independente dos presos que se encontram em situação de risco”.
Em sua publicação, Romero menciona pelo nome vários jovens entre 18 e 26 anos que estão no corredor da morte, na maioria dos casos por terem participado dos protestos.
O movimento Terças-Feiras Contra as Execuções começou como forma de protesto no início de 2024 e conta com a participação de detentos em dezenas de centros penitenciários em todo o país.
*EFE




