O que se sabe sobre caso do homem que viajou a BH por mulher que era IA
Pedreiro alega ter conhecido mulher pelas redes sociais e decidiu viajar 2 mil quilômetros para encontrá-la; pretendente foi criada por IA R...
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Pedreiro alega ter conhecido mulher pelas redes sociais e decidiu viajar 2 mil quilômetros para encontrá-la; pretendente foi criada por IA
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| Redes sociais/ Reprodução |
Belo Horizonte — O caso de um homem de 49 anos que viajou mais de 2 mil quilômetros, do Maranhão até Belo Horizonte, para encontrar uma mulher que conheceu pelas redes sociais ganhou novos desdobramentos. A suposta pretendente, na verdade, era uma personagem criada por inteligência artificial (IA).
Edimar Rocha Martins, natural de Araguatins, no Tocantins, chegou à capital mineira no último domingo (11/10), mas não encontrou a mulher que procurava. Sem dinheiro para retornar à cidade de origem, precisou recorrer à ajuda da Prefeitura de Belo Horizonte.
A história ganhou repercussão nas redes sociais, especialmente após Edimar atribuir à solidão a decisão de atravessar o país em busca de um relacionamento.
Nesta quarta-feira (14/10), o responsável pelo perfil da personagem divulgou um vídeo negando que tenha mantido conversas privadas com o homem. Depois, excluiu o perfil. Já a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informou que não encontrou registros de ocorrência relacionados ao caso e que, até o momento, não é possível afirmar que houve crime.
Veja o que se sabe sobre o caso até agora
Quem é o homem que viajou mais de 2 mil quilômetros?
Edimar Rocha Martins tem 49 anos, é natural de Araguatins, no Tocantins, e saiu de Imperatriz, no Maranhão, com destino a Belo Horizonte. Ele é pedreiro e contou que decidiu fazer a viagem após conhecer uma suposta mulher pelas redes sociais.
Ao chegar à capital mineira, no domingo (11/10), não conseguiu encontrar a pessoa com quem acreditava estar se relacionando.
Quem é a mulher criada por inteligência artificial?
A personagem virtual se apresenta como Jéssica Oliveira, também conhecida como “Jessica Fazendeira”, e acumula mais de 300 mil seguidores nas redes sociais.
Nos vídeos, ela afirma procurar um homem para morar com ela em uma fazenda e chega a prometer sustentar o futuro companheiro.
“Eu quero muito sustentar você, eu quero que você venha para minha fazenda e nunca mais trabalhe na sua vida”, diz a personagem em uma das publicações.
O que motivou a viagem?
Em conversa com uma assistente social da Prefeitura de Belo Horizonte, Edimar afirmou que a solidão foi um dos motivos que o levaram a viajar para conhecer a suposta pretendente. “Tem coisa pior do que a solidão?”, questionou.
“Ela [solidão] só dá tristeza, desânimo, depressão. Muita pessoa queria encontrar um relacionamento, então eu vim”, desabafou.
O que diz o responsável pelo perfil?
Após a repercussão do caso, o administrador da conta publicou, nessa quarta-feira (14/10), um vídeo em que a própria personagem virtual nega ter conversado com Edimar ou convidado o homem para viajar.
“Vim aqui para dizer o óbvio: sou feita de inteligência artificial. Nunca conversei com ninguém nesse perfil. O intuito foi ganhar engajamento para vendas”, afirma a personagem no vídeo.
A publicação também nega que o perfil tenha mantido contato direto com qualquer pessoa ou incentivado a viagem até Belo Horizonte.
“Nunca falei diretamente com ninguém e muito menos levei alguém a Belo Horizonte. Foi uma surpresa para mim ver o que está acontecendo”, acrescenta.
O caso é investigado pela polícia?
Em nota encaminhada ao Metrópoles, a Polícia Civil de Minas Gerais informou que não identificou registros de ocorrência relacionados ao episódio nas consultas realizadas em seus sistemas.
A corporação ressaltou que a criação de personagens fictícios por inteligência artificial não constitui, por si só, uma infração penal.
Entretanto, o uso da tecnologia para enganar pessoas, obter vantagens ilícitas ou causar prejuízos pode configurar crime, dependendo das circunstâncias.
Segundo a PCMG, situações envolvendo relacionamentos virtuais podem caracterizar estelionato, inclusive fraude eletrônica, desde que estejam presentes os requisitos previstos na legislação.
“Dessa forma, não é possível afirmar, neste momento, que tenha ocorrido crime, tampouco apontar eventuais responsáveis”, esclareceu a instituição.
Como o homem conseguiu voltar para casa?
Sem condições financeiras de custear a viagem de volta, Edimar procurou a Unidade de Acolhimento e Atendimento ao Migrante da Prefeitura de Belo Horizonte na manhã de terça-feira (13/10).
No local, recebeu atendimento da equipe técnica, orientações sobre os riscos de golpes virtuais, alimentação e acesso a banho.
Após avaliação, a prefeitura forneceu uma passagem para Augustinópolis, no Tocantins, permitindo que ele retornasse à região de origem no início da tarde do mesmo dia.
Como evitar golpes envolvendo inteligência artificial?
A Polícia Civil alerta que ferramentas de inteligência artificial permitem criar imagens, vídeos, áudios e perfis fictícios cada vez mais realistas, dificultando a identificação de possíveis fraudes.
A corporação recomenda desconfiar de perfis que evitem videochamadas ou outras formas de verificação de identidade, não enviar dinheiro a pessoas conhecidas exclusivamente pela internet e evitar o compartilhamento de documentos e dados bancários.
Antes de viajar para encontrar alguém conhecido virtualmente, a orientação é confirmar a identidade da pessoa e verificar a autenticidade das informações fornecidas.
Em caso de suspeita de golpe, a recomendação é preservar mensagens, comprovantes e outras evidências digitais e registrar uma ocorrência policial.
Edimar Rocha Martins, natural de Araguatins, no Tocantins, chegou à capital mineira no último domingo (11/10), mas não encontrou a mulher que procurava. Sem dinheiro para retornar à cidade de origem, precisou recorrer à ajuda da Prefeitura de Belo Horizonte.
A história ganhou repercussão nas redes sociais, especialmente após Edimar atribuir à solidão a decisão de atravessar o país em busca de um relacionamento.
Nesta quarta-feira (14/10), o responsável pelo perfil da personagem divulgou um vídeo negando que tenha mantido conversas privadas com o homem. Depois, excluiu o perfil. Já a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informou que não encontrou registros de ocorrência relacionados ao caso e que, até o momento, não é possível afirmar que houve crime.
Veja o que se sabe sobre o caso até agora
Quem é o homem que viajou mais de 2 mil quilômetros?
Edimar Rocha Martins tem 49 anos, é natural de Araguatins, no Tocantins, e saiu de Imperatriz, no Maranhão, com destino a Belo Horizonte. Ele é pedreiro e contou que decidiu fazer a viagem após conhecer uma suposta mulher pelas redes sociais.
Ao chegar à capital mineira, no domingo (11/10), não conseguiu encontrar a pessoa com quem acreditava estar se relacionando.
Quem é a mulher criada por inteligência artificial?
A personagem virtual se apresenta como Jéssica Oliveira, também conhecida como “Jessica Fazendeira”, e acumula mais de 300 mil seguidores nas redes sociais.
Nos vídeos, ela afirma procurar um homem para morar com ela em uma fazenda e chega a prometer sustentar o futuro companheiro.
“Eu quero muito sustentar você, eu quero que você venha para minha fazenda e nunca mais trabalhe na sua vida”, diz a personagem em uma das publicações.
O que motivou a viagem?
Em conversa com uma assistente social da Prefeitura de Belo Horizonte, Edimar afirmou que a solidão foi um dos motivos que o levaram a viajar para conhecer a suposta pretendente. “Tem coisa pior do que a solidão?”, questionou.
“Ela [solidão] só dá tristeza, desânimo, depressão. Muita pessoa queria encontrar um relacionamento, então eu vim”, desabafou.
O que diz o responsável pelo perfil?
Após a repercussão do caso, o administrador da conta publicou, nessa quarta-feira (14/10), um vídeo em que a própria personagem virtual nega ter conversado com Edimar ou convidado o homem para viajar.
“Vim aqui para dizer o óbvio: sou feita de inteligência artificial. Nunca conversei com ninguém nesse perfil. O intuito foi ganhar engajamento para vendas”, afirma a personagem no vídeo.
A publicação também nega que o perfil tenha mantido contato direto com qualquer pessoa ou incentivado a viagem até Belo Horizonte.
“Nunca falei diretamente com ninguém e muito menos levei alguém a Belo Horizonte. Foi uma surpresa para mim ver o que está acontecendo”, acrescenta.
O caso é investigado pela polícia?
Em nota encaminhada ao Metrópoles, a Polícia Civil de Minas Gerais informou que não identificou registros de ocorrência relacionados ao episódio nas consultas realizadas em seus sistemas.
A corporação ressaltou que a criação de personagens fictícios por inteligência artificial não constitui, por si só, uma infração penal.
Entretanto, o uso da tecnologia para enganar pessoas, obter vantagens ilícitas ou causar prejuízos pode configurar crime, dependendo das circunstâncias.
Segundo a PCMG, situações envolvendo relacionamentos virtuais podem caracterizar estelionato, inclusive fraude eletrônica, desde que estejam presentes os requisitos previstos na legislação.
“Dessa forma, não é possível afirmar, neste momento, que tenha ocorrido crime, tampouco apontar eventuais responsáveis”, esclareceu a instituição.
Como o homem conseguiu voltar para casa?
Sem condições financeiras de custear a viagem de volta, Edimar procurou a Unidade de Acolhimento e Atendimento ao Migrante da Prefeitura de Belo Horizonte na manhã de terça-feira (13/10).
No local, recebeu atendimento da equipe técnica, orientações sobre os riscos de golpes virtuais, alimentação e acesso a banho.
Após avaliação, a prefeitura forneceu uma passagem para Augustinópolis, no Tocantins, permitindo que ele retornasse à região de origem no início da tarde do mesmo dia.
Como evitar golpes envolvendo inteligência artificial?
A Polícia Civil alerta que ferramentas de inteligência artificial permitem criar imagens, vídeos, áudios e perfis fictícios cada vez mais realistas, dificultando a identificação de possíveis fraudes.
A corporação recomenda desconfiar de perfis que evitem videochamadas ou outras formas de verificação de identidade, não enviar dinheiro a pessoas conhecidas exclusivamente pela internet e evitar o compartilhamento de documentos e dados bancários.
Antes de viajar para encontrar alguém conhecido virtualmente, a orientação é confirmar a identidade da pessoa e verificar a autenticidade das informações fornecidas.
Em caso de suspeita de golpe, a recomendação é preservar mensagens, comprovantes e outras evidências digitais e registrar uma ocorrência policial.




