Mais de 1.300 idosos estão em situação de rua em Fortaleza, aponta levantamento
Pelo menos 1.333 pessoas idosas em situação de rua em Fortaleza recebiam o Benefício de Prestação Continuada (BPC) em 2025 Reprodução Pelo m...
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Pelo menos 1.333 pessoas idosas em situação de rua em Fortaleza recebiam o Benefício de Prestação Continuada (BPC) em 2025
Especialistas ressaltam que a situação de rua não se limita a dormir em praças ou debaixo de marquises. Também envolve pessoas que vivem em espaços precários e dependem de serviços públicos e instituições sociais para garantir alimentação e outras necessidades básicas.
O cenário reforça a necessidade de ampliar as políticas de assistência social, descentralizar os serviços de atendimento e fortalecer as redes de apoio, especialmente para idosos em situação de vulnerabilidade.
Fonte: Diário do Nordeste
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Pelo menos 1.333 pessoas idosas em situação de rua em Fortaleza recebiam o Benefício de Prestação Continuada (BPC) em 2025. O número foi divulgado pelo Observatório da Pessoa Idosa, plataforma lançada pela Prefeitura da capital cearense para identificar desigualdades e contribuir para a elaboração de políticas públicas.
O levantamento mostra um crescimento significativo nos últimos anos. Em 2023, eram 740 idosos nessa condição, número que subiu para 1.045 em 2024 e chegou a 1.333 em 2025, um aumento de aproximadamente 80% em dois anos.
O BPC garante o pagamento mensal de um salário mínimo a idosos com 65 anos ou mais e pessoas com deficiência de baixa renda que atendam aos critérios do programa. Diferentemente da aposentadoria, o benefício não exige contribuição prévia ao INSS.
Os dados também evidenciam desigualdades sociais e raciais. Em Fortaleza, 177.747 pessoas com mais de 60 anos estão inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal. Desse total, 87% se declaram pretas ou pardas, enquanto as mulheres representam 63,9%.
Segundo a Secretaria Municipal dos Direitos Humanos e Desenvolvimento Social, o aumento da população idosa em situação de rua está relacionado a fatores como empobrecimento, perda de moradia, conflitos familiares, fragilidade dos vínculos afetivos e problemas de saúde mental.
A Prefeitura prevê ampliar a rede de atendimento, com a inauguração de um novo Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro Pop), no bairro Papicu, ainda em 2026. Também está prevista a ampliação das vagas em pousadas sociais, de 240 para 300, além de medidas de requalificação dos espaços de acolhimento e expansão do aluguel social.
Organizações sociais também desempenham papel importante no atendimento a essa população. No Centro de Fortaleza, o Grupo Espírita Casa da Sopa oferece diariamente cerca de 100 refeições gratuitas, itens de higiene e atividades educativas e de acolhimento.
A socióloga Lídia Valesca Bonfim Pimentel, coordenadora administrativa da instituição, destaca que a situação de rua pode acelerar o envelhecimento e atingir pessoas ainda na faixa dos 50 anos. Entre as mulheres atendidas, são frequentes relatos de perda de familiares, falta de autonomia financeira e conflitos relacionados à moradia e à herança.
O levantamento mostra um crescimento significativo nos últimos anos. Em 2023, eram 740 idosos nessa condição, número que subiu para 1.045 em 2024 e chegou a 1.333 em 2025, um aumento de aproximadamente 80% em dois anos.
O BPC garante o pagamento mensal de um salário mínimo a idosos com 65 anos ou mais e pessoas com deficiência de baixa renda que atendam aos critérios do programa. Diferentemente da aposentadoria, o benefício não exige contribuição prévia ao INSS.
Os dados também evidenciam desigualdades sociais e raciais. Em Fortaleza, 177.747 pessoas com mais de 60 anos estão inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal. Desse total, 87% se declaram pretas ou pardas, enquanto as mulheres representam 63,9%.
Segundo a Secretaria Municipal dos Direitos Humanos e Desenvolvimento Social, o aumento da população idosa em situação de rua está relacionado a fatores como empobrecimento, perda de moradia, conflitos familiares, fragilidade dos vínculos afetivos e problemas de saúde mental.
A Prefeitura prevê ampliar a rede de atendimento, com a inauguração de um novo Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro Pop), no bairro Papicu, ainda em 2026. Também está prevista a ampliação das vagas em pousadas sociais, de 240 para 300, além de medidas de requalificação dos espaços de acolhimento e expansão do aluguel social.
Organizações sociais também desempenham papel importante no atendimento a essa população. No Centro de Fortaleza, o Grupo Espírita Casa da Sopa oferece diariamente cerca de 100 refeições gratuitas, itens de higiene e atividades educativas e de acolhimento.
A socióloga Lídia Valesca Bonfim Pimentel, coordenadora administrativa da instituição, destaca que a situação de rua pode acelerar o envelhecimento e atingir pessoas ainda na faixa dos 50 anos. Entre as mulheres atendidas, são frequentes relatos de perda de familiares, falta de autonomia financeira e conflitos relacionados à moradia e à herança.
Especialistas ressaltam que a situação de rua não se limita a dormir em praças ou debaixo de marquises. Também envolve pessoas que vivem em espaços precários e dependem de serviços públicos e instituições sociais para garantir alimentação e outras necessidades básicas.
O cenário reforça a necessidade de ampliar as políticas de assistência social, descentralizar os serviços de atendimento e fortalecer as redes de apoio, especialmente para idosos em situação de vulnerabilidade.
Fonte: Diário do Nordeste




