Ceará prepara retomada do cultivo de algodão com fibra de alta qualidade e investimento de R$ 5 milhões
Projeto prevê expansão do plantio para 100 municípios a partir de janeiro de 2027 e busca integrar produção agrícola, indústria têxtil e con...
https://www.diariosobralense.com/2026/10/ceara-prepara-retomada-do-cultivo-de.html
Projeto prevê expansão do plantio para 100 municípios a partir de janeiro de 2027 e busca integrar produção agrícola, indústria têxtil e confecção de roupas no Estado.
O Ceará está se preparando para retomar o cultivo de algodão em escala comercial, com uma variedade de fibra longa e qualidade comparável às produzidas no Egito e no Peru. A iniciativa prevê investimentos de R$ 5 milhões na aquisição de sementes selecionadas e a ampliação do plantio para 100 municípios cearenses a partir de janeiro de 2027.
Segundo o secretário executivo do Agronegócio da Secretaria do Desenvolvimento Econômico (SDE), Silvio Carlos, testes realizados pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) confirmaram a qualidade da fibra produzida no Estado, considerada adequada para atender à indústria têxtil fina, especialmente na fabricação de tecidos para camisaria.
A característica está relacionada, entre outros fatores, à quantidade de horas de exposição à luz solar. De acordo com o secretário, o algodão cearense apresenta potencial para competir com variedades reconhecidas internacionalmente, como o algodão egípcio e o pima peruano. O projeto foi apresentado durante o Congresso Internacional 2026 da Indústria Têxtil, realizado na quarta-feira (14), no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza. A proposta busca fortalecer a cadeia produtiva estadual, conectando o cultivo agrícola às etapas de fiação, tecelagem e confecção de vestuário.
De acordo com o secretário do Desenvolvimento Econômico, Fábio Feijó, o Governo do Ceará iniciou, no começo de 2026, um projeto-piloto envolvendo 18 municípios. A nova etapa ampliará a iniciativa para 100 cidades, com prioridade para regiões como Sertão Central, Inhamuns, Sertão de Crateús, Vale do Jaguaribe, Centro-Sul e Cariri.
A retomada resgata uma atividade que já teve grande importância econômica para o Estado. Conhecido historicamente como “ouro branco”, o algodão foi uma das principais culturas agrícolas cearenses, mas teve sua produção duramente atingida no início da década de 1990 pela disseminação do bicudo-algodoeiro, uma das principais pragas da lavoura. Agora, a estratégia utiliza estudos da Embrapa e sementes de algodão herbáceo de alto rendimento para estimular a produção e oferecer melhores condições aos agricultores.
Silvio Carlos também destaca que o algodão apresenta menor consumo de água e pode proporcionar retorno financeiro superior ao de culturas como milho e soja, dependendo das condições de produção e comercialização. A expectativa é que a rentabilidade estimule a adesão dos produtores e garanta continuidade ao projeto.
Além de ampliar a atividade agrícola, o governo pretende estimular a instalação de pequenas unidades industriais no interior. A iniciativa busca descentralizar oportunidades de emprego e renda, aproximando a produção de matéria-prima dos setores de transformação e comercialização. Em parceria com a Vicunha Têxtil, o Estado prepara o programa “Do Campo ao Guarda-Roupa”, que deverá integrar agricultores, indústria e mão de obra qualificada, com apoio do Sistema Fiec e da Fecomércio.
Para o governo estadual, a proposta representa uma oportunidade de fortalecer a indústria têxtil e de confecção, atrair novos investimentos e ampliar a geração de empregos em diferentes regiões cearenses.
O diretor-superintendente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Fernando Pimentel, destacou a relevância do Ceará como um dos principais polos produtivos do setor no Brasil. Para a entidade, investimentos em inovação, produtividade e competitividade são fundamentais para fortalecer a cadeia têxtil e ampliar a presença brasileira no mercado internacional.
Fonte: Diário do Nordeste
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| Reprodução |
O Ceará está se preparando para retomar o cultivo de algodão em escala comercial, com uma variedade de fibra longa e qualidade comparável às produzidas no Egito e no Peru. A iniciativa prevê investimentos de R$ 5 milhões na aquisição de sementes selecionadas e a ampliação do plantio para 100 municípios cearenses a partir de janeiro de 2027.
Segundo o secretário executivo do Agronegócio da Secretaria do Desenvolvimento Econômico (SDE), Silvio Carlos, testes realizados pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) confirmaram a qualidade da fibra produzida no Estado, considerada adequada para atender à indústria têxtil fina, especialmente na fabricação de tecidos para camisaria.
A característica está relacionada, entre outros fatores, à quantidade de horas de exposição à luz solar. De acordo com o secretário, o algodão cearense apresenta potencial para competir com variedades reconhecidas internacionalmente, como o algodão egípcio e o pima peruano. O projeto foi apresentado durante o Congresso Internacional 2026 da Indústria Têxtil, realizado na quarta-feira (14), no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza. A proposta busca fortalecer a cadeia produtiva estadual, conectando o cultivo agrícola às etapas de fiação, tecelagem e confecção de vestuário.
De acordo com o secretário do Desenvolvimento Econômico, Fábio Feijó, o Governo do Ceará iniciou, no começo de 2026, um projeto-piloto envolvendo 18 municípios. A nova etapa ampliará a iniciativa para 100 cidades, com prioridade para regiões como Sertão Central, Inhamuns, Sertão de Crateús, Vale do Jaguaribe, Centro-Sul e Cariri.
A retomada resgata uma atividade que já teve grande importância econômica para o Estado. Conhecido historicamente como “ouro branco”, o algodão foi uma das principais culturas agrícolas cearenses, mas teve sua produção duramente atingida no início da década de 1990 pela disseminação do bicudo-algodoeiro, uma das principais pragas da lavoura. Agora, a estratégia utiliza estudos da Embrapa e sementes de algodão herbáceo de alto rendimento para estimular a produção e oferecer melhores condições aos agricultores.
Silvio Carlos também destaca que o algodão apresenta menor consumo de água e pode proporcionar retorno financeiro superior ao de culturas como milho e soja, dependendo das condições de produção e comercialização. A expectativa é que a rentabilidade estimule a adesão dos produtores e garanta continuidade ao projeto.
Além de ampliar a atividade agrícola, o governo pretende estimular a instalação de pequenas unidades industriais no interior. A iniciativa busca descentralizar oportunidades de emprego e renda, aproximando a produção de matéria-prima dos setores de transformação e comercialização. Em parceria com a Vicunha Têxtil, o Estado prepara o programa “Do Campo ao Guarda-Roupa”, que deverá integrar agricultores, indústria e mão de obra qualificada, com apoio do Sistema Fiec e da Fecomércio.
Para o governo estadual, a proposta representa uma oportunidade de fortalecer a indústria têxtil e de confecção, atrair novos investimentos e ampliar a geração de empregos em diferentes regiões cearenses.
O diretor-superintendente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Fernando Pimentel, destacou a relevância do Ceará como um dos principais polos produtivos do setor no Brasil. Para a entidade, investimentos em inovação, produtividade e competitividade são fundamentais para fortalecer a cadeia têxtil e ampliar a presença brasileira no mercado internacional.
Fonte: Diário do Nordeste




