Bolsonaro deixa UTI e vai para quarto de hospital em Brasília; PGR defende prisão domiciliar
A informação foi confirmada pelo médico responsável, doutor Brasil Caiado Reprodução O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu alta da Unidade ...
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A informação foi confirmada pelo médico responsável, doutor Brasil Caiado
O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e foi transferido para um quarto no Hospital DF Star nesta segunda-feira (23). A informação foi confirmada pelo médico responsável, doutor Brasil Caiado, que informou que, apesar da melhora, ainda não há previsão de alta hospitalar.
Bolsonaro está internado desde o último dia 13 de março, quando passou mal enquanto cumpria pena na Papudinha, em Brasília. Na ocasião, ele foi diagnosticado com pneumonia decorrente de broncoaspiração. Desde então, vem sendo submetido a tratamento intensivo, incluindo uso de antibióticos e acompanhamento clínico contínuo.
Quadro clínico e evolução do tratamento
De acordo com boletim médico divulgado na manhã desta segunda-feira, o ex-presidente apresenta quadro clínico estável. O documento informa que Bolsonaro segue em tratamento com antibioticoterapia endovenosa, além de suporte clínico intensivo e sessões de fisioterapia respiratória e motora.
O boletim também indicava a possibilidade de saída da UTI nas 24 horas seguintes, caso a evolução permanecesse satisfatória, o que se confirmou com a transferência para um quarto hospitalar ao longo do dia.
Mesmo com a melhora, a equipe médica destacou que o acompanhamento segue necessário e que não há definição sobre quando o ex-presidente poderá deixar o hospital. A permanência sob cuidados médicos contínuos ocorre em função do histórico clínico e das condições que levaram à internação.
Bolsonaro deixa UTI e PGR defende prisão domiciliar ao STF
No mesmo dia em que foi anunciada a saída da UTI, a Procuradoria-Geral da República (PGR) enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma manifestação favorável à concessão de prisão domiciliar ao ex-presidente. O pedido foi feito anteriormente pela defesa de Bolsonaro.
O parecer será analisado pelo ministro Alexandre de Moraes, responsável pelo caso. No documento, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, argumenta que o estado de saúde de Bolsonaro justifica a flexibilização do regime prisional.
Segundo o procurador, a recomendação se baseia em avaliações médicas que indicam a necessidade de cuidados constantes, o que poderia ser melhor atendido fora do sistema prisional. “A evolução clínica do ex-presidente, nos termos como exposto pela equipe médica que o atendeu no último incidente, recomenda a flexibilização do regime”, afirmou no parecer.
Condenação e argumentos apresentados pela PGR
Jair Bolsonaro cumpre pena após condenação a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Ele estava detido na Papudinha, em Brasília, quando apresentou o quadro de saúde que levou à internação.
Na manifestação enviada ao STF, Paulo Gonet também destacou que a concessão da prisão domiciliar encontra respaldo no dever do Estado de garantir a integridade física e moral de pessoas sob sua custódia. O documento aponta que o ambiente familiar pode oferecer condições mais adequadas para o acompanhamento de saúde do ex-presidente.
O procurador ainda mencionou que o quadro de comorbidades apresentado por Bolsonaro aumenta o risco de novos episódios súbitos de mal-estar, o que reforça a necessidade de monitoramento constante. Segundo o parecer, essas condições não seriam plenamente atendidas no sistema prisional atual.
Análise do STF e próximos desdobramentos
A decisão sobre a concessão da prisão domiciliar caberá ao Supremo Tribunal Federal, por meio do ministro Alexandre de Moraes. Ainda não há prazo definido para a análise do pedido.
Enquanto isso, Bolsonaro permanece internado no Hospital DF Star, sob acompanhamento médico, com quadro considerado estável. A evolução clínica do ex-presidente e os desdobramentos jurídicos devem seguir sendo monitorados nos próximos dias.
A eventual concessão da prisão domiciliar dependerá da avaliação conjunta dos aspectos médicos apresentados e dos critérios legais aplicáveis ao caso.
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O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e foi transferido para um quarto no Hospital DF Star nesta segunda-feira (23). A informação foi confirmada pelo médico responsável, doutor Brasil Caiado, que informou que, apesar da melhora, ainda não há previsão de alta hospitalar.
Bolsonaro está internado desde o último dia 13 de março, quando passou mal enquanto cumpria pena na Papudinha, em Brasília. Na ocasião, ele foi diagnosticado com pneumonia decorrente de broncoaspiração. Desde então, vem sendo submetido a tratamento intensivo, incluindo uso de antibióticos e acompanhamento clínico contínuo.
Quadro clínico e evolução do tratamento
De acordo com boletim médico divulgado na manhã desta segunda-feira, o ex-presidente apresenta quadro clínico estável. O documento informa que Bolsonaro segue em tratamento com antibioticoterapia endovenosa, além de suporte clínico intensivo e sessões de fisioterapia respiratória e motora.
O boletim também indicava a possibilidade de saída da UTI nas 24 horas seguintes, caso a evolução permanecesse satisfatória, o que se confirmou com a transferência para um quarto hospitalar ao longo do dia.
Mesmo com a melhora, a equipe médica destacou que o acompanhamento segue necessário e que não há definição sobre quando o ex-presidente poderá deixar o hospital. A permanência sob cuidados médicos contínuos ocorre em função do histórico clínico e das condições que levaram à internação.
Bolsonaro deixa UTI e PGR defende prisão domiciliar ao STF
No mesmo dia em que foi anunciada a saída da UTI, a Procuradoria-Geral da República (PGR) enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma manifestação favorável à concessão de prisão domiciliar ao ex-presidente. O pedido foi feito anteriormente pela defesa de Bolsonaro.
O parecer será analisado pelo ministro Alexandre de Moraes, responsável pelo caso. No documento, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, argumenta que o estado de saúde de Bolsonaro justifica a flexibilização do regime prisional.
Segundo o procurador, a recomendação se baseia em avaliações médicas que indicam a necessidade de cuidados constantes, o que poderia ser melhor atendido fora do sistema prisional. “A evolução clínica do ex-presidente, nos termos como exposto pela equipe médica que o atendeu no último incidente, recomenda a flexibilização do regime”, afirmou no parecer.
Condenação e argumentos apresentados pela PGR
Jair Bolsonaro cumpre pena após condenação a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Ele estava detido na Papudinha, em Brasília, quando apresentou o quadro de saúde que levou à internação.
Na manifestação enviada ao STF, Paulo Gonet também destacou que a concessão da prisão domiciliar encontra respaldo no dever do Estado de garantir a integridade física e moral de pessoas sob sua custódia. O documento aponta que o ambiente familiar pode oferecer condições mais adequadas para o acompanhamento de saúde do ex-presidente.
O procurador ainda mencionou que o quadro de comorbidades apresentado por Bolsonaro aumenta o risco de novos episódios súbitos de mal-estar, o que reforça a necessidade de monitoramento constante. Segundo o parecer, essas condições não seriam plenamente atendidas no sistema prisional atual.
Análise do STF e próximos desdobramentos
A decisão sobre a concessão da prisão domiciliar caberá ao Supremo Tribunal Federal, por meio do ministro Alexandre de Moraes. Ainda não há prazo definido para a análise do pedido.
Enquanto isso, Bolsonaro permanece internado no Hospital DF Star, sob acompanhamento médico, com quadro considerado estável. A evolução clínica do ex-presidente e os desdobramentos jurídicos devem seguir sendo monitorados nos próximos dias.
A eventual concessão da prisão domiciliar dependerá da avaliação conjunta dos aspectos médicos apresentados e dos critérios legais aplicáveis ao caso.
Fonte: Sistema Paraíso




