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“Não quero passaporte, quero saber o que foi feito com o corpo da minha filha”, diz mãe de Eliza Samudio

Dona Sonia Fátima Moura falou com exclusividade para a jornalista Patrícia Calderón Reprodução Dona Sonia Fátima Moura, mãe de Eliza Samudio...

Dona Sonia Fátima Moura falou com exclusividade para a jornalista Patrícia Calderón

Reprodução

Dona Sonia Fátima Moura, mãe de Eliza Samudio, declarou surpresa diante da descoberta do passaporte da filha, localizado intacto em um imóvel em Portugal, mais de 15 anos após o crime que marcou o país e cujo corpo nunca foi encontrado. A informação veio a público na última segunda-feira (5) e rapidamente ganhou repercussão nacional.

Em entrevista exclusiva à jornalista Patrícia Calderón, do portal LeoDias, Sonia afirmou não compreender como o documento oficial foi preservado e acabou surgindo fora do Brasil, especialmente porque, segundo ela, todos os pertences e documentos de Eliza teriam sido destruídos à época do crime, ocorrido em 2010. “Todos os documentos foram queimados. Nada do que era dela ou do meu neto sobrou”, relembrou.

A revelação motivou a equipe de reportagem a viajar até Portugal em busca de esclarecimentos e possíveis novos elementos para a investigação. Para Sonia, o aparecimento do passaporte levanta dúvidas antigas e reforça a sensação de que pontos importantes do caso nunca foram devidamente esclarecidos pelas autoridades.

Segundo o Itamaraty, por se tratar de um documento oficial, o passaporte poderá ser entregue à família. Caso não haja interesse, ele será incinerado. Dona Sonia, no entanto, afirmou não desejar o documento. Para ela, o mais importante é obter respostas sobre o destino do corpo da filha e identificar se há outras pessoas envolvidas no crime, incluindo quem teria mantido o passaporte em posse por tantos anos.

Ela também confirmou que Eliza já havia viajado para Portugal no passado, mas questiona a ausência de registros de viagens no documento encontrado. “A conta não fecha. Por que não há carimbos? Por que esse passaporte foi guardado e não destruído como os outros?”, indagou.

Visivelmente emocionada, Dona Sonia afastou qualquer possibilidade de a filha estar viva e afirmou ter convicção de que Eliza teria entrado em contato com a família ou com o filho, caso isso fosse verdade. Segundo ela, o surgimento do passaporte apenas reforça a necessidade de reabertura das investigações. “Há mais pessoas envolvidas nesse crime. As feridas continuam abertas e nunca cicatrizaram”, concluiu.

Fonte: Sistema Paraíso

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