“Não foi acidente, foi crime”, diz mãe de mulher atropelada por trem | Diário Sobralense News

“Não foi acidente, foi crime”, diz mãe de mulher atropelada por trem

Julia morava com a mãe, na Asa Norte. No dia do acidente, ela saiu de casa para levar roupas em um brechó de Taguatinga Créditos: Metrópoles...



Julia morava com a mãe, na Asa Norte. No dia do acidente, ela saiu de casa para levar roupas em um brechó de Taguatinga

Créditos: Metrópoles
Arquivo pessoal

Ana Rosa, de 72 anos, recebeu a pior notícia que uma mãe pode ter. Na tarde de sexta-feira (17/11), a filha dela, Julia de Albuquerque Violato, 37 anos, morreu em um trágico acidente entre um ônibus e um trem de carga, em local próximo ao Balão do Setor de Indústria e Abastecimento (SIA). Em entrevista à coluna, a aposentada definiu o fato como um crime.

Julia morava com a mãe, na Asa Norte. Era formada em artes e estudava para concurso. No dia do acidente, ela saiu de casa com o objetivo de levar roupas de festa para vender no brechó de uma amiga, em Taguatinga.

“Estamos sem carro temporariamente. Ao sair do brechó, ela foi para a parada e até mandou mensagem dizendo que tinha conseguido pegar o ônibus rápido, que não precisou esperar. Comecei a estranhar a demora. Cheguei a ver a notícia de que o trem bateu no ônibus, mas só depois fui informada de que a vítima fatal daquele acidente era a minha filha”, desabafou Ana Rosa.

Dedicada, Julia Violato ajudava a mãe na rotina do dia a dia. “Ela era a minha alegria dentro de casa. Tinha dislexia, mas era muito inteligente, morou na Alemanha durante dois anos, estudou na universidade de Siena, na Itália, era simpática com todo mundo, alegre. Tínhamos muitos planos para o futuro”, diz Ana Rosa.

A família informou que vai entrar na Justiça para pedir a responsabilização dos envolvidos.

Feridos

Além da morte confirmada, a tragédia resultou no transporte de cinco pessoas a hospitais do DF. Entre elas está Pedro Domiense Campos, 42, motorista do ônibus. Ele estava em estado de choque e com crise nervosa, mas não apresentava ferimentos. O condutor do trem não precisou de atendimento médico.

Veja quem são as outras vítimas e o estado de saúde delas de acordo com as informações disponíveis:
Nildete Antunes Vitor, 58. Estava consciente e orientada, apresentando corte profundo do lado direito da cabeça, fraturas no braço esquerdo e na clavícula direita. Foi transportada para o Hospital de Base de Brasília por meio da aeronave do CBMDF.
Júlio Botelho Fernandes, 28. Estava inconsciente e instável. Foi transportado para o Hospital de Base de Brasília com traumatismo cranioencefálico grave.
Janderson Rodrigues da Costa, 47. Foi transportado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para o Hospital de Base de Brasília. Estava consciente e orientado, apresentando escoriações na face e nos braços.
Uma jovem de 19 anos foi transportada pelo Samu para o Hospital Regional da Ceilândia sem traumas físicos, apenas com crise nervosa.

Sobre o acidente

A colisão aconteceu perto do balão do Setor de Indústria e Abastecimento (SIA) que faz ligação com a Cidade do Automóvel.

Testemunhas afirmam que o trem bateu na traseira do ônibus, e Julia de Albuquerque foi jogada para fora e acabou atingida pelo trem.

Imagens gravadas por câmeras de segurança mostram o exato momento do acidente.

Veja vídeo:


O que diz a empresa

A empresa responsável pelo ônibus envolvido no acidente, a viação Marechal, divulgou nota lamentando o fato. “Lamentamos profundamente o acidente ocorrido nesta sexta-feira (17) envolvendo um ônibus da nossa empresa e um trem. Nossos assistentes sociais e psicólogos estão comprometidos em acompanhar de perto o caso, assegurando toda a assistência necessária às vítimas e seus familiares.”

“Informamos que colaboraremos integralmente com as investigações em andamento e aguardaremos o resultado da perícia para esclarecer os detalhes desse trágico incidente. Estamos dedicados a prestar total transparência e apoio neste momento difícil”, completa a nota da empresa.

Já a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) informou, por meio de nota, que acionou a concessionária para que sejam apuradas as responsabilidades do acidente. A empresa terá até 30 dias para apresentar o laudo à agência, apontando sua versão sobre o ocorrido.

A 3ª Delegacia de Polícia (Cruzeiro) investiga o caso.


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