Webb, telescópio da NASA, traz uma visão assustadora dos “Pilares da Criação”

Os resultados foram obtidos de um trabalho realizado por dois instrumentos de infravermelho, trazendo uma visão selvagem dos "dedos&quo...

Os resultados foram obtidos de um trabalho realizado por dois instrumentos de infravermelho, trazendo uma visão selvagem dos "dedos".

Créditos: escolaeducacao.com.br

Os Pilares da Criação são considerados por muitos como uma das maravilhas do mundo espacial. Trata-se de espécies de tentáculos formados por gás e poeira, que fazem formatos de dedos e dão formas às estrelas.

Na última quarta-feira, dia 30, a NASA, em conjunto com a Agência Espacial Europeia, divulgou imagens que trazem um novo olhar sobre os pilares, feitas pelo incrível telescópio espacial James Webb. Um registro surpreendente!

Os Pilares da Criação são uma pequena parte da chamada Nebulosa da Águia. Seu destaque foi alcançado devido às imagens feitas pelo Telescópio Espacial Hubble, no ano de 1995. Embora a visão daquela época tenha sido excelente, os recursos do Webb deram uma visão incrível e assustadora.

Esta é uma parte de uma visão composta do Telescópio Espacial James Webb dos Pilares da Criação.

Devido aos instrumentos de ondas de infravermelho, é possível enxergar os diferentes pontos e comprimentos. Primeiramente, a equipe utilizou a câmera de infravermelho NIRCam, depois realizou capturas com outro equipamento de infravermelho médio, e logo após juntou os dois e divulgou os resultados.

Se separarmos o trabalho de cada um dos dispositivos, podemos dizer que o NIRCam trouxe maior destaque para as estrelas recém-formadas, que estão fora dos pilares. Já o MIRI abrange a camada de poeira em forma de V, próxima ao topo da imagem obtida.

“Esta é uma das razões pelas quais a região está repleta de estrelas – a poeira é um dos principais ingredientes da formação de estrelas”, disse a NASA.

Aprofundando mais os estudos, a ponta do dedo em vermelho, que está brilhando no segundo pilar, indica uma formação de estrelas embutidas e, segundo a agência, essas estrelas são consideradas novas, por terem algumas centenas de milhares de anos de idade, sendo necessários milhões de anos ainda pela frente.

Com essas imagens, o Telescópio Espacial James Webb é considerado o novo destaque entre os equipamentos da NASA, mesmo ainda sendo visto como uma espécie de complemento do Hubble, e não propriamente um substituto.

Dessa forma, as visões dos Pilares da Criação, antes icônicas e de certa maneira raras, agora já são várias, e cada uma especial dentro dos seus propósitos. Estima-se que as imagens captadas pelo Webb serão divulgadas com maior frequência por parte da empresa americana e que novos locais do espaço devem ser explorados através desse novo recurso nos anos que estão por vir.

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