Pai e filho são condenados por feminicídio e ocultação de cadáver em DF

A vítima, Franciele Silva, ficou desaparecida 2 anos. Segundo o MPDFT, o ex-companheiro cometeu o crime e o filho dele ajudou na ocultação C...

A vítima, Franciele Silva, ficou desaparecida 2 anos. Segundo o MPDFT, o ex-companheiro cometeu o crime e o filho dele ajudou na ocultação

Créditos: Metropoles

Reprodução

Cláudio da Silva Rosa e Wilker da Silva Rosa, pai e filho, responsáveis pela morte de Franciele da Silva Moreira, 22 anos (foto em destaque), em 2016, foram condenados pelo Tribunal do Júri de Brazlândia, nessa terça-feira (11/10), por feminicídio e ocultação de cadáver. Segundo o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), as penas foram fixadas em 18 anos e 8 meses para Cláudio e 1 ano e 10 dias para Wilker.

Franciele, à época companheira de Cláudio, foi sequestrada, assassinada e enterrada pela dupla. Inicialmente, o caso foi classificado como desaparecimento, mas logo em seguida policiais determinaram que se tratava de um feminicídio.

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Segundo a Policia Civil do Distrito Federal (PCDF), o corpo da jovem ficou desaparecido por dois anos. Os restos mortais só foram encontrados em 2018.

Os jurados aceitaram as qualificadoras apresentadas pela Promotoria de Justiça para o crime cometido por Cláudio: homicídio por motivo torpe, uma vez que ele não aceitava o fim do relacionamento com Francielle, uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima e feminicídio. Wilker foi condenado por ajudar o pai a esconder o corpo da vítima.

Relembre o caso

Segundo o MPDFT, o crime ocorreu em 4 de dezembro de 2016, entre as 17h e as 19h, em uma chácara próxima à Rota Sertaneja, no Setor Bucanhão, às margens da BR-080, em Brazlândia. De acordo com a investigação, o acusado atraiu a vítima prometendo ajuda para o pagamento de uma dívida. Lá, a amarrou e a esganou.

Pai e filho, então, teriam colocaram o corpo de Franciele no interior de um veículo e o enterrado às margens da DF-001. Segundo apuração, Cláudio nutria um ciúme doentio por Franciele, que havia rompido o relacionamento. No dia do encontro, a mulher também pretendia colocar um fim definitivo no namoro.

Antes do crime, de acordo com os investigadores, Cláudio teria feito ameaças contra Franciele. As investigações apontam que o homem havia premeditado o crime usando, inclusive, telefones celulares com linhas compradas em nome de terceiros.

Segundo a apuração policial, o filho Wilker teria aceitado participar do crime porque tinha raiva da vítima por ela ter sido o pivô da separação dos pais.

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