Motociclistas são maiores vítimas de acidentes de trânsito em Sobral

83% dos pilotos estavam sem capacete na hora do acidente. O balanço foi feito pela Santa Casa de Misericórdia, que atende as vítimas do trân...

83% dos pilotos estavam sem capacete na hora do acidente. O balanço foi feito pela Santa Casa de Misericórdia, que atende as vítimas do trânsito na Zona Norte.

Créditos: Sistema Paraíso

Reprodução

De acordo com o levantamento de atendimentos aos feridos em acidentes de trânsito que deram entrada na Santa Casa de Sobral, de janeiro à dezembro do ano passado, houve 2.693 acidentes. Desse total, 2.562 pessoas pilotavam motos no momento da batida. E o mais grave, cerca de 1.669 vítimas estavam sem o capacete.

O levantamento aponta, ainda, que 131 pessoas dirigiam carros, quando houve o acidente, e que 53 delas não utilizavam o cinto de segurança. A unidade hospitalar atende 60 municípios da Zona Norte do Estado. O hospital fechou, esta semana, o balanço do primeiro semestre deste ano. Os números apontam que, entre os meses de janeiro a julho, houve 1.150 vítimas do trânsito. Desse total, 1.011 conduziam motos, e 849 dessas pessoas que deram entrada na emergência do hospital, 849 não usavam o equipamento de segurança.

A falta do capacete, ítem essencial para a segurança do condutor da motocicleta, tem preocupado o Departamento Estadual de Trânsito (Detran), que tem conhecimento sobre a não utilização, frequente, do equipamento, além da falta de uma fiscalização mais efetiva, principalmente, nos pequenos municípios cearenses, onde circular sem capacete tem sido regra.

De acordo com Júlio Cavalcante, diretor de Trânsito e Fiscalização do Detran, “nós temos essa imensidão de malha viária, que a gente precisa fiscalizar, mas temos que ter o apoio dos municípios. Eles têm que ter seu grau de responsabilidade dentro dessa ação de não uso do capacete”, alerta.

Ainda, segundo o diretor, “e o mais perigoso, ainda, são os ‘garupeiros’. A gente vê pessoas sendo conduzidas; crianças que vão à escola, e que correm riscos. E as estatísticas dos acidentes aumentando, cada vez mais, por conta disso”, reflete. Júlio Cavalcante lembra que, além do risco do acidente, “a falta do capacete gera, ao condutor, quando abordado, o enquadramento no Artigo 244, que é o de ‘não uso do capacete’; infração do tipo gravíssima, com perda de 7 pontos na carteira, e que pode dar multa de R$ 294,77”, reforça.

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