Riscos de ‘Diabão’ ter removido orelhas vão desde prejuízo na audição até infecções generalizadas

‘Diabão’, como é conhecido o tatuador Michel Praddo, possui diversas modificações por todo o corpo. Créditos: Surgiu A última alteração feit...

‘Diabão’, como é conhecido o tatuador Michel Praddo, possui diversas modificações por todo o corpo.

Créditos: Surgiu

A última alteração feita por ele, considerada extrema por muitos, foi cortar as duas orelhas. Michel e a esposa Carol Praddo – a ‘Mulher Demônia’ – moram em Praia Grande, no litoral de São Paulo. O casal é conhecido nacionalmente por conta das modificações extremas. Porém, especialistas ouvidos pelo g1 nesta sexta-feira (15) alertam para os grandes riscos do último procedimento feito pelo Diabão.

Foto: Arquivo Pessoal

De acordo com o otorrinolaringologista Vinicius Santos, remover as orelhas é um procedimento extremamente delicado, que oferece muitos riscos e pode levar a complicações, já que a função da orelha, segundo o especialista que atua no Hospital Frei Galvão, vai muito além da audição, ao contrário do que as pessoas costumam imaginar.

“A orelha pode ser dividida em três partes: orelha externa, orelha média e orelha interna. Ela possui a função de controle da audição, equalização de pressão entre meio externo e interno, localização espacial e equilíbrio”, esclarece.

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Conheça os riscos da remoção:

– O procedimento pode causar consequências à audição?

Segundo Vinícius, mesmo o corte sendo do lado externo, pode prejudicar a audição. “A lesão em questão envolve exclusivamente a parte externa da orelha, que é composta essencialmente por pele e tecido cartilaginoso. Pode, sim, causar consequências à audição, pois quando há mutilação desta parte, perdemos uma das vias de condução dos estímulos sonoros”, explica.

Além de perder a audição, pode acontecer de a pessoa ter hipersensibilidade aos estímulos auditivos. “Um som que até então era tolerado passa a incomodar”.

– Pode ocasionar outros problemas de saúde?

O especialista afirma que podem ocorrer complicações que se espalhem por todo o organismo. “Pode haver morte tecidual, alterações de sensibilidade na face, exposição da membrana do tímpano, paralisia facial, meningite, cicatrizes esteticamente desagradáveis e até mesmo complicações intracranianas. Dependendo da extensão das complicações que o procedimento causar, pode, inclusive, haver infecções que se espalhem para tecidos vizinhos, e até por todo o organismo”, frisa.

– Quais as possíveis complicações na pele?

A cicatrização pode gerar danos mais graves do que queloides, por exemplo. O otorrino cita o risco de necrosar, infeccionar, sangrar, formar abscessos, cicatrizar de maneira inadequada e, também, gerar a obstrução do conduto auditivo externo.

– É mais propício a ter infecção de ouvido?

O médico diz que sim, e ainda acrescenta que há maiores chances de o tímpano ser perfurado. “O trajeto do conduto auditivo termina na membrana timpânica, tornando o ouvido mais suscetível a infecções e perfuração do tímpano”.

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