Ave rara na Bahia, harpia é encontrada em fazenda no sul do estado; veja fotos

Ave, que é a maior das Américas, ainda é um filhote e teve o ninho localizado por projeto de proteção Redação iBahia Um filhote de harpia (...

Ave, que é a maior das Américas, ainda é um filhote e teve o ninho localizado por projeto de proteção

Redação iBahia

Um filhote de harpia (Harpia harpyja), a maior águia das Américas, foi encontrado por pesquisadores em uma fazenda da cidade de Belmonte, no sul da Bahia.

Foto: Divulgação

O animal estava em um ninho construído em uma das árvores da propriedade e foi localizado após ter sido visto pelos proprietários do local nas terras.

Pesquisadores do Projeto Harpia, que é dedicado à proteção da espécie na região, fotografaram a ave e divulgaram imagens nesta terça-feira (26).

De acordo com o Projeto, a presença da ave na fazenda tem imenso valor ambiental, pois a espécie corre risco e é extremamente rara no estado.

Segundo o Projeto, a harpia é nativa das florestas tropicais das Américas Central e do Sul. No Brasil, as regiões da Amazônia e da Mata Atlântica são hábitats para a espécie, que depende de grandes regiões de floresta para sobreviver e é muito sensível aos impactos sobre a natureza, principalmente o desmatamento e a caça.

Fotos: Divulgação

“A harpia é um predador de topo na cadeia alimentar. Necessita de disponibilidade de presas para sua alimentação, bem como de grandes árvores, para construção de seus ninhos”, afirma Virginia Camargos, Coordenadora de Estratégia Ambiental e Gestão Integrada da Veracel.

A harpia fotografada é uma fêmea jovem, com aproximadamente 1 ano e meio de vida. Nessa fase de amadurecimento, os filhotes voam em áreas próximas ao ninho onde estão os pais e ainda dependem de seus cuidados.

As harpias são monogâmicas, e o casal quase sempre usa o mesmo ninho para reprodução. Geralmente, as harpias colocam de um a dois ovos, mas apenas um sobrevive. Os pais tomam conta dele por cerca de dois a três anos, mesmo que já esteja voando e experimentando caçar sozinho.

Por causa disso, segundo o Projeto, a reprodução da harpia é lenta, o que faz com que a ave corra ainda mais risco de desaparecer.

“Essa fêmea tem sido monitorada desde junho de 2021, quando foi identificado o ninho em que se ela encontra, até hoje, junto com os pais”, conta o professor Aureo.

O Projeto é apoiado pela Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Estação Veracel. A RPPN, mantida pela Veracel Celulose, é a maior reserva de Mata Atlântica do Nordeste, com 6 mil hectares, e está localizada nos municípios de Porto Seguro e Santa Cruz Cabrália, no Sul da Bahia. A RPPN.

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Dentro da área da Estação Veracel, foram identificados e são monitorados outros dois casais de harpias. Em abril do ano passado, foi possível capturar inclusive imagens extremamente raras da cópula de um desses casais.

“Infelizmente, mesmo depois da cópula e da fêmea ter feito a postura e chocado o ovo, não houve o nascimento do filhote, o que pode ocorrer”, explica o professor Aureo.

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