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sexta-feira, 16 de abril de 2021

É necessário limpar as compras? Saiba como se proteger do coronavírus em meio às variantes

O hábito de limpar as compras e desinfetar ambientes se popularizou; no entanto, a era do que ficou conhecido como "teatro da higiene" parece estar chegando ao fim


Raphaela Ramos e New York Times, Agência O Globo

Quando a Covid-19 começou a se espalhar pelo mundo, pesquisadores relataram que o coronavírus poderia sobreviver por dias em plástico ou aço inoxidável e alertaram que se alguém tocasse uma superfície contaminada e então levasse as mãos aos olhos, nariz ou boca poderia se contaminar. O hábito de limpar as compras e desinfetar ambientes se popularizou. No entanto, a era do que ficou conhecido como "teatro da higiene" parece estar chegando ao fim.

Foto: Reprodução
Na semana passada, os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos atualizaram suas diretrizes de limpeza de superfícies, observando que o risco de contrair o coronavírus ao tocar em uma superfície contaminada era inferior a 1 em 10 mil. A nova orientação reacende o debate sobre a importância que tem sido direcionada a essas medidas em comparação com outros cuidados, como distanciamento, uso de máscaras e ventilação de ambientes.

— As pessoas podem pegar o vírus causador da Covid-19 por meio do contato com superfícies e objetos contaminados. No entanto, os testes mostraram que o risco de transmissão por esta rota é muito baixo — disse Rochelle Walensky, diretora dos CDC, em uma entrevista na Casa Branca em 5 de abril, segundo o New York Times.

Esse reconhecimento já era esperado há muito tempo, afirmam cientistas:

— Já sabemos disso há muito tempo, mas as pessoas continuam a se concentrar muito na limpeza de superfícies. Não há evidências de que alguém pegou Covid-19 ao tocar em uma superfície contaminada. Nós estamos mais familiarizados com a limpeza de superfícies, você pode ver as pessoas fazendo isso e a superfície limpa, acho que por isso as pessoas se sentem mais seguras — afirmou ao NYT Linsey Marr, especialista em vírus aerotransportado do Instituto Politécnico e Universidade Estadual da Virgínia.

O físico Vitor Mori, pesquisador da Universidade de Vermont e membro do Observatório Covid-19 BR, considera que o maior erro na condução da pandemia a nível global foi a má compreensão sobre a forma como o vírus é transmitido, o que levou à adoção de protocolos pouco eficientes para combater o contágio.

— Ainda hoje, com evidências robustas de que a transmissão pelo ar é a via mais importante, vemos cidades direcionando muitos recursos para desinfecção das ruas, ou a permissão para locais fechados e mal ventilados funcionarem só medindo temperatura e oferecendo álcool em gel. É urgente compreender como o vírus é transmitido e quais as implicações disso na forma como temos que nos prevenir — afirma Mori.

Ele explica que a transmissão pelo ar é muito mais preocupante e difícil de ser combatida, mas isso não justifica que as medidas adequadas não sejam tomadas, avalia.

Durante os primeiros dias da pandemia, muitos especialistas acreditavam que o coronavírus se espalhava principalmente por meio de grandes gotículas respiratórias, que são muito pesadas para percorrer longas distâncias no ar, mas podem cair em objetos e superfícies. Nesse contexto, parecia lógico focar na limpeza de todas as superfícies.

No entanto, tornou-se cada vez mais evidente durante o ano passado que o coronavírus se espalha principalmente pelo ar — tanto por gotículas grandes como por partículas pequenas, que podem permanecer suspensas no ar por mais tempo — e que limpar maçanetas e assentos de metrô não garante a segurança das pessoas.

— A base científica para toda essa preocupação com as superfícies é muito pequena, quase nula. Esse é um vírus que se contrai pela respiração. Não é um vírus que se adquire tocando nele — disse Emanuel Goldman, microbiologista da Universidade Rutgers, ao NYT.

Joseph Allen, especialista em segurança de edifícios da Escola de Saúde Pública TH Chan da Universidade de Harvard, afirmou que NYT que em tese ainda é possível contrair o coronavírus pelas superfícies, mas são necessários muitos elementos para que isso aconteça: muitas partículas virais frescas e infecciosas precisam se depositar em uma superfície e um número relativamente grande delas ser transferido rapidamente da mão de uma pessoa para seu rosto.

Os CDC já haviam reconhecido anteriormente que as superfícies não são a principal rota de propagação do coronavírus, mas as recentes declarações da agência foram ainda mais informativas sobre o tema, segundo especialistas.

As diretrizes dos CDC sugerem que se alguém com Covid-19 esteve em um determinado espaço nas últimas 24 horas, a área ainda deve ser limpa e desinfetada. As novas orientações de limpeza não se aplicam a instalações de saúde, que podem exigir limpeza e desinfecção mais intensas, segundo a agência.

No Brasil, em janeiro deste ano, o site do Ministério da Saúde afirmava que a transmissão da Covid-19 não acontece pelo ar. Agora, a página atualizada dia 8 de abril afirma que o SARS-CoV-2 é transmitido "principalmente por três modos: contato, gotículas ou por aerossol".

Vitor Mori avalia que medidas como lavar as compras feitas no mercado ou desinfetar sapatos e objetos não são efetivas contra a Covid-19 e outros cuidados devem ser priorizados.

— Se a pessoa se sentir bem fazendo isso não tem problema, os produtos podem não estar em ambiente limpo no mercado, por exemplo, e a limpeza pode ajudar a proteger de outras coisas. Não usar o sapato da rua em casa é uma medida de higiene independente da pandemia. Mas especificamente contra a Covid não são muito importantes — explica. — O grande risco não são os objetos, são as pessoas que carregam e transmitem o vírus para outras.

O pesquisador do Observatório Covid-19 BR destaca que as principais medidas relevantes contra a transmissão do coronavírus são ficar em casa sempre que possível, se for preciso sair preferir atividades ao ar livre e usar máscaras bem ajustadas ao rosto.

Ambientes fechados representam maior risco, por isso devem ser bem ventilados, com janelas e portas abertas e, se possível, ventiladores empurrando o ar de dentro para fora. Deve-se procurar ficar pouco tempo nesses locais e manter o maior distanciamento possível de outras pessoas.

Em ambientes fechados, mal ventilados ou sem distanciamento, ele sugere o uso da máscara do tipo PFF2 ou equivalentes. Quando utilizada corretamente, ela fornece um bom grau de proteção para quem a está vestindo, explica Mori.

O físico destaca que as novas variantes não mudam a forma como o coronavírus é transmitido. O que mudou é que algumas delas têm maior potencial de infectar as pessoas.

— A infecção depende de uma quantidade mínima de partículas contendo o vírus no nosso corpo. Com as novas variantes, por terem maior capacidade de entrar nas nossas células, é preciso uma menor quantidade de partículas para se infectar. Por isso temos que redobrar as medidas preventivas. Mas o mecanismo e as medidas de prevenção que funcionam não mudaram. A higienização de superfícies continua sendo pouco eficiente — explica Mori.

Saskia Popescu, epidemiologista de doenças infecciosas da Universidade George Mason, observou que ainda é importante fazer uma limpeza regular e manter boas práticas de lavagem das mãos para reduzir o risco de contrair não só o coronavírus, mas também outros patógenos.

No entanto, escolas, empresas e outras instituições que desejam manter as pessoas seguras devem mudar sua atenção das superfícies para a qualidade do ar, disse ela ao NYT, e investir em melhor ventilação e filtragem.

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