'Não foi uma fatalidade', diz viúva de radialista morto em acidente no Beach Park

Ricardo morreu na hora após sofrer traumatismo craniano associado a trauma de coluna Redação iBahia Em entrevista ao programa Fantá...

Ricardo morreu na hora após sofrer traumatismo craniano associado a trauma de coluna

Redação iBahia
Em entrevista ao programa Fantástico, veiculada neste domingo (22), a viúva do radialista Ricardo José disse que a tragédia que aconteceu em um brinquedo do  Beach Park, no dia 16 de julho, 'não foi uma fatalidade'. "Uma tremenda irresponsabilidade, uma falta de segurança", afirmou Luciane Cristina da Silva. No momento do acidente, ela estava descendo em uma boia com a filha de oito anos logo após o marido.
Foto: Reprodução
Luciane relatou que, no momento em que foram descer no brinquedo Vainkará, ela, a filha e o marido estavam todos junto, mas Ricardo foi chamado para compor a boia que estava à frente, pois tinha um lugar vago. 

"Falaram para o meu marido: 'Você pode vir com a gente?'. Aí, o Ricardo falou: 'Então 'tá', vou com vocês'", contou a viúva. A atração tem 29,5 metros e foi inaugurado dois dias antes do acidente.

De acordo com Luciane, ninguém perguntou o peso dos participantes. Segundo a apuração do G1, a boia que Ricardo ocupava ultrapassava o valor permitido. 

Luciane contou que só percebeu o acidente depois que terminou a descida e chegou na piscina. Ela foi avisada por um funcionário do Beach Park sobre o ocorrido. "Quando eu olhei para trás, eu vi que era meu marido e vi que era muito grave o que aconteceu", contou. 
Foto: Reprodução
Ricardo morreu na hora após sofrer traumatismo craniano associado a trauma de coluna. Ele foi enterrado no dia 18 de julho, em Sorocaba (SP), cidade onde residia. 

Em nota enviada ao Fantástico, o Beach Park afirmou que "as autoridades e as perícias vão esclarecer se a boia foi utilizada conforme limite de segurança". A empresa também assegurou que foram feitos cem testes oficiais antes da liberação do brinquedo.
O Beach Park disse ainda que "segue os protocolos de segurança e as recomendações do fabricante", e que "seus funcionários avaliam a altura e o peso dos usuários". 

A fabricante do brinquedo, a empresa canadense Proslide, disse em nota que a morte de Ricardo "foi a única fatalidade com um usuário em uma das milhares de instalações" da companhia "no mundo".

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