Cobra rara com duas cabeças e quatro olhos é resgatada na Índia
Cobra com duas cabeças e quatro olhos é resgatada na Índia; entenda a condição rara Reprodução/Redes sociais Um filhote de cobra-lobo com du...
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Cobra com duas cabeças e quatro olhos é resgatada na Índia; entenda a condição rara
Um filhote de cobra-lobo com duas cabeças, quatro olhos e um único corpo foi resgatado no início de outubro no distrito de Dahod, no estado de Gujarat, no oeste da Índia. Moradores da região de Dhanpur acionaram a organização ambiental Prakruti Mitra Mandal, que recolheu o animal e o entregou ao Departamento Florestal.
Com cerca de 15 centímetros de comprimento, a serpente é recém-nascida e tem duas cabeças que funcionam de forma independente e se unem a um único corpo na altura do pescoço. Fotografias do animal foram encaminhadas a especialistas, que confirmaram tratar-se de uma cobra-lobo, serpente não venenosa.
Cobra-lobo é o nome popular dado às serpentes não venenosas do gênero Lycodon, da família Colubridae. A denominação faz referência aos dentes anteriores, mais longos, que lembram presas.
A espécie exata do filhote resgatado em Gujarat não foi identificada. Segundo a organização responsável pelo resgate, este é o primeiro registro de uma cobra bicéfala no estado, o quinto na Índia e o terceiro envolvendo uma cobra-lobo.
A organização estima que a condição ocorra em cerca de uma a cada 1 milhão de cobras. A frequência real, porém, é difícil de determinar, já que a maioria dos registros envolve animais nascidos em cativeiro, onde podem ser observados de perto. Já os casos envolvendo serpentes selvagens são raros.
Como a bicefalia se forma
Também chamada de dicefalia, a bicefalia é uma malformação congênita que ocorre durante o desenvolvimento embrionário e pode provocar a duplicação total ou parcial do crânio, da coluna vertebral ou de ambos. Na prática, uma cobra com duas cabeças é um caso de gêmeos siameses.
Gêmeos unidos se formam quando um único embrião não se divide completamente em dois. Nas cobras bicéfalas, a separação incompleta resulta na duplicação das cabeças, enquanto o restante do corpo permanece compartilhado.
As causas exatas da malformação ainda não são totalmente conhecidas. Em uma revisão publicada em 2007, o pesquisador americano Van Wallach, especialista em serpentes, listou 11 fatores possíveis, entre eles:
- divisão incompleta de um embrião ou fusão parcial de dois;
- temperaturas muito altas ou baixas durante a incubação ou gestação;
- falta de oxigênio no embrião;
- lesões e processos de regeneração;
- efeitos tóxicos associados à permanência prolongada do ovo no corpo da fêmea;
- consanguinidade e cruzamentos em criadouros
hibridização;
Em um artigo publicado em 2020 sobre uma cobra bicéfala resgatada no Nepal, pesquisadores descreveram um animal que se arrastava lentamente e aos trancos porque cada cabeça tentava seguir em uma direção diferente.
Malformações também podem dificultar a alimentação. Em alguns casos, uma das bocas é deformada ou o esôfago – tubo que conduz o alimento ao estômago – não se desenvolve adequadamente.
Segundo Wallach, a maioria das cobras bicéfalas nasce morta ou sobrevive apenas algumas horas ou dias. Em cativeiro, porém, alguns exemplares vivem por muitos anos.
Um filhote de cobra-lobo com duas cabeças, quatro olhos e um único corpo foi resgatado no início de outubro no distrito de Dahod, no estado de Gujarat, no oeste da Índia. Moradores da região de Dhanpur acionaram a organização ambiental Prakruti Mitra Mandal, que recolheu o animal e o entregou ao Departamento Florestal.
Com cerca de 15 centímetros de comprimento, a serpente é recém-nascida e tem duas cabeças que funcionam de forma independente e se unem a um único corpo na altura do pescoço. Fotografias do animal foram encaminhadas a especialistas, que confirmaram tratar-se de uma cobra-lobo, serpente não venenosa.
Cobra-lobo é o nome popular dado às serpentes não venenosas do gênero Lycodon, da família Colubridae. A denominação faz referência aos dentes anteriores, mais longos, que lembram presas.
A espécie exata do filhote resgatado em Gujarat não foi identificada. Segundo a organização responsável pelo resgate, este é o primeiro registro de uma cobra bicéfala no estado, o quinto na Índia e o terceiro envolvendo uma cobra-lobo.
A organização estima que a condição ocorra em cerca de uma a cada 1 milhão de cobras. A frequência real, porém, é difícil de determinar, já que a maioria dos registros envolve animais nascidos em cativeiro, onde podem ser observados de perto. Já os casos envolvendo serpentes selvagens são raros.
Como a bicefalia se forma
Também chamada de dicefalia, a bicefalia é uma malformação congênita que ocorre durante o desenvolvimento embrionário e pode provocar a duplicação total ou parcial do crânio, da coluna vertebral ou de ambos. Na prática, uma cobra com duas cabeças é um caso de gêmeos siameses.
Gêmeos unidos se formam quando um único embrião não se divide completamente em dois. Nas cobras bicéfalas, a separação incompleta resulta na duplicação das cabeças, enquanto o restante do corpo permanece compartilhado.
As causas exatas da malformação ainda não são totalmente conhecidas. Em uma revisão publicada em 2007, o pesquisador americano Van Wallach, especialista em serpentes, listou 11 fatores possíveis, entre eles:
- divisão incompleta de um embrião ou fusão parcial de dois;
- temperaturas muito altas ou baixas durante a incubação ou gestação;
- falta de oxigênio no embrião;
- lesões e processos de regeneração;
- efeitos tóxicos associados à permanência prolongada do ovo no corpo da fêmea;
- consanguinidade e cruzamentos em criadouros
hibridização;
- poluição ambiental;
- exposição a substâncias químicas e radiação;
A temperatura é importante para o desenvolvimento dos répteis. Como esses animais não produzem calor próprio, os ovos dependem das condições térmicas do ambiente.
Wallach também reuniu registros científicos de cobras bicéfalas. Um levantamento do pesquisador contabilizava 41 casos documentados na Índia até 2018. Em 2020, pesquisadores da Universidade de Mizoram descreveram outro exemplar no país, uma víbora-de-bambu-de-cauda-vermelha.
Na compilação mundial de Wallach, o total chegava a 2.007 casos verificados, distribuídos por 221 espécies de 114 gêneros.
Sobrevivência é difícil
As duas cabeças precisam coordenar os movimentos de um único corpo, o que pode dificultar a locomoção e a fuga de predadores. Cada uma tem seu próprio cérebro, mas nem sempre consegue agir em sintonia com a outra.
A temperatura é importante para o desenvolvimento dos répteis. Como esses animais não produzem calor próprio, os ovos dependem das condições térmicas do ambiente.
Wallach também reuniu registros científicos de cobras bicéfalas. Um levantamento do pesquisador contabilizava 41 casos documentados na Índia até 2018. Em 2020, pesquisadores da Universidade de Mizoram descreveram outro exemplar no país, uma víbora-de-bambu-de-cauda-vermelha.
Na compilação mundial de Wallach, o total chegava a 2.007 casos verificados, distribuídos por 221 espécies de 114 gêneros.
Sobrevivência é difícil
As duas cabeças precisam coordenar os movimentos de um único corpo, o que pode dificultar a locomoção e a fuga de predadores. Cada uma tem seu próprio cérebro, mas nem sempre consegue agir em sintonia com a outra.
Em um artigo publicado em 2020 sobre uma cobra bicéfala resgatada no Nepal, pesquisadores descreveram um animal que se arrastava lentamente e aos trancos porque cada cabeça tentava seguir em uma direção diferente.
Malformações também podem dificultar a alimentação. Em alguns casos, uma das bocas é deformada ou o esôfago – tubo que conduz o alimento ao estômago – não se desenvolve adequadamente.
Segundo Wallach, a maioria das cobras bicéfalas nasce morta ou sobrevive apenas algumas horas ou dias. Em cativeiro, porém, alguns exemplares vivem por muitos anos.
Fonte: GZH




