Quatro regiões do Ceará entram em situação crítica de escassez hídrica
Banabuiú, Sertões de Crateús, Médio e Baixo Jaguaribe têm menos de 30% de armazenamento; Estado monitora reservas diante dos efeitos do El N...
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Banabuiú, Sertões de Crateús, Médio e Baixo Jaguaribe têm menos de 30% de armazenamento; Estado monitora reservas diante dos efeitos do El Niño
Segundo o secretário dos Recursos Hídricos, Ramon Rodrigues, a declaração é um instrumento legal que orienta a gestão dos açudes e permite a adoção de medidas para preservar os estoques. Em caso de agravamento da situação, a legislação permite restringir o uso da água por setores produtivos, priorizando o abastecimento humano e a dessedentação animal. O ato também possibilita a adoção de tarifa de contingência para reduzir o consumo. Segundo o secretário, porém, não existem planos, neste momento, para implantação de tarifa ou outras medidas de contingência.
Entre as regiões em situação mais delicada está a dos Sertões de Crateús, apontada pela SRH como a que mais preocupa atualmente. A região possui 18 açudes monitorados pela Cogerh e registra 29,04% de armazenamento, com 773,41 hectômetros cúbicos (hm³) de um total de 2.663,49 hm³. O principal reservatório da bacia, o Açude Fronteiras, ainda está em obras, o que aumenta a vulnerabilidade da região. Já a Bacia do Banabuiú conta com dez açudes e apresenta apenas 15,69% de armazenamento, o equivalente a 61,36 hm³ de uma capacidade total de 391 hm³.
Apesar do percentual reduzido, a bacia atende uma demanda que envolve 15 municípios. No Baixo Jaguaribe, que possui apenas o Açude Santo Antônio de Russas, o volume armazenado é de 26,19% da capacidade. O Médio Jaguaribe, por sua vez, reúne 15 açudes, entre eles o Castanhão, maior reservatório do Ceará e um dos principais responsáveis pela segurança hídrica do Estado. A bacia está com 30,29% de armazenamento, mas concentra o maior volume absoluto de água do Ceará, com 2.235,15 hm³.
Parte da água do sistema Orós-Castanhão é atualmente bombeada pelo Eixão das Águas para contribuir com o abastecimento da Região Metropolitana de Fortaleza. A gestão estadual também acompanha os efeitos do fenômeno El Niño, que apresenta intensidade forte e pode se intensificar até o fim de 2026.
De acordo com Ramon Rodrigues, o período de estiagem aumenta a preocupação com a evaporação e o consumo de água. Ainda não é possível estimar os efeitos do fenômeno sobre a próxima quadra chuvosa, já que o comportamento do Oceano Atlântico também influencia as chuvas no Ceará, por isso, a gestão das reservas atuais passou a receber atenção especial. Dados do Portal Hidrológico do Ceará, consultados em 18 de setembro, mostram que o Estado possui 47,79% de sua capacidade hídrica armazenada, o equivalente a 8.688 hm³.
Fonte: Diário do Nordeste
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Quatro regiões hidrográficas do Ceará estão em situação crítica de escassez hídrica. A Secretaria dos Recursos Hídricos (SRH) declarou, em 13 de agosto, a condição para as bacias do Rio Banabuiú, Sertões de Crateús, Médio Jaguaribe e Baixo Jaguaribe. A medida foi publicada no Diário Oficial do Estado e é adotada quando as bacias atingem menos de 30% da capacidade de armazenamento.
Segundo o secretário dos Recursos Hídricos, Ramon Rodrigues, a declaração é um instrumento legal que orienta a gestão dos açudes e permite a adoção de medidas para preservar os estoques. Em caso de agravamento da situação, a legislação permite restringir o uso da água por setores produtivos, priorizando o abastecimento humano e a dessedentação animal. O ato também possibilita a adoção de tarifa de contingência para reduzir o consumo. Segundo o secretário, porém, não existem planos, neste momento, para implantação de tarifa ou outras medidas de contingência.
Entre as regiões em situação mais delicada está a dos Sertões de Crateús, apontada pela SRH como a que mais preocupa atualmente. A região possui 18 açudes monitorados pela Cogerh e registra 29,04% de armazenamento, com 773,41 hectômetros cúbicos (hm³) de um total de 2.663,49 hm³. O principal reservatório da bacia, o Açude Fronteiras, ainda está em obras, o que aumenta a vulnerabilidade da região. Já a Bacia do Banabuiú conta com dez açudes e apresenta apenas 15,69% de armazenamento, o equivalente a 61,36 hm³ de uma capacidade total de 391 hm³.
Apesar do percentual reduzido, a bacia atende uma demanda que envolve 15 municípios. No Baixo Jaguaribe, que possui apenas o Açude Santo Antônio de Russas, o volume armazenado é de 26,19% da capacidade. O Médio Jaguaribe, por sua vez, reúne 15 açudes, entre eles o Castanhão, maior reservatório do Ceará e um dos principais responsáveis pela segurança hídrica do Estado. A bacia está com 30,29% de armazenamento, mas concentra o maior volume absoluto de água do Ceará, com 2.235,15 hm³.
Parte da água do sistema Orós-Castanhão é atualmente bombeada pelo Eixão das Águas para contribuir com o abastecimento da Região Metropolitana de Fortaleza. A gestão estadual também acompanha os efeitos do fenômeno El Niño, que apresenta intensidade forte e pode se intensificar até o fim de 2026.
De acordo com Ramon Rodrigues, o período de estiagem aumenta a preocupação com a evaporação e o consumo de água. Ainda não é possível estimar os efeitos do fenômeno sobre a próxima quadra chuvosa, já que o comportamento do Oceano Atlântico também influencia as chuvas no Ceará, por isso, a gestão das reservas atuais passou a receber atenção especial. Dados do Portal Hidrológico do Ceará, consultados em 18 de setembro, mostram que o Estado possui 47,79% de sua capacidade hídrica armazenada, o equivalente a 8.688 hm³.
Fonte: Diário do Nordeste
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