Empresário que atropelou e matou motociclista em área nobre de Fortaleza vai a júri popular
Na época, a Polícia Militar informou que o empresário apresentava sinais de embriaguez e estaria dirigindo acima da velocidade permitida Rep...
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Na época, a Polícia Militar informou que o empresário apresentava sinais de embriaguez e estaria dirigindo acima da velocidade permitida
O acidente aconteceu na noite de 18 de junho de 2025. Segundo a investigação, Rafael trafegava pela Rua República do Líbano quando teria avançado a preferencial e atingido a motocicleta que seguia pela Rua Oswaldo Cruz. Kauã ficou preso embaixo da caminhonete, enquanto Igor foi arremessado contra uma árvore.
Na época, a Polícia Militar informou que o empresário apresentava sinais de embriaguez e estaria dirigindo acima da velocidade permitida. Durante a ocorrência, foram apreendidos com ele dois papelotes de cocaína, duas latas de cerveja e comprimidos psicotrópicos.
Rafael foi preso em flagrante, mas deixou a prisão cerca de 12 horas depois após o pagamento de fiança. Naquele momento, o caso era tratado como uma infração de trânsito, já que as vítimas ainda estavam sendo socorridas e o empresário possuía bons antecedentes. Após a morte de Kauã e o avanço das investigações, a Justiça decretou a prisão preventiva. Ele está detido desde novembro de 2025.
Kauã chegou a ser levado com vida ao Instituto Dr. José Frota (IJF), mas não resistiu aos ferimentos e morreu no dia seguinte. Igor também foi internado no IJF e permaneceu inconsciente por mais de dois meses. Ele precisou passar por três cirurgias e ficou com sequelas nas mãos e nas pernas, além de dificuldades para caminhar.
Na última quinta-feira (10), a Justiça manteve a decisão de pronúncia proferida em agosto. Com isso, Rafael continuará respondendo por homicídio consumado contra Kauã e homicídio tentado contra Igor, ambos com a qualificadora de uso de recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa das vítimas. A data do julgamento ainda não foi definida.
O empresário permanece preso na Unidade Prisional Vasco Damasceno Weyne (UP Itaitinga 5) enquanto aguarda o júri.
Investigação apontou direção perigosa
Laudos e documentos da investigação apontaram que Rafael teria trafegado em zigue-zague antes da colisão e em velocidade muito acima do permitido. Segundo a Polícia Civil, os indícios de embriaguez e possível consumo de outras drogas, somados à velocidade e à forma de condução do veículo, levaram ao indiciamento por homicídio doloso, na modalidade de dolo eventual quando o acusado assume o risco de provocar a morte.
O Ministério Público do Ceará (MPCE) também afirmou que Rafael se recusou a realizar o teste do bafômetro e não teria prestado socorro às vítimas. Segundo a denúncia, após a colisão, ele teria buscado abrigo em um condomínio próximo, alegando posteriormente que temia ser agredido ou linchado.
Defesa afirma que empresário entrou em estado de pânico
Durante o processo, a defesa sustentou que Rafael não teria agido com dolo eventual, mas cometido apenas uma imprudência de trânsito.
O empresário também afirmou que, no momento do acidente, acreditava estar sendo perseguido e teria entrado em um estado de desespero e ansiedade, perdendo o controle do veículo. Ele declarou fazer acompanhamento psiquiátrico e psicológico e utilizar medicamentos controlados.
Sobre a saída do local da colisão, Rafael afirmou que procurou abrigo por medo de ser agredido por moradores revoltados com o acidente. Segundo ele, permaneceu no local até a chegada da polícia e se identificou como motorista da caminhonete.
A defesa também destacou que o empresário entregou voluntariamente a CNH à Justiça, acionou o seguro do veículo para cobrir os danos à motocicleta e tentou oferecer apoio financeiro às famílias das vítimas. Rafael ainda ressaltou ser primário e não possuir antecedentes de violência no trânsito.
Sobrevivente afirma que não recebeu ajuda financeira
Em depoimento prestado à Polícia Civil em janeiro deste ano, Igor da Silva Lima afirmou não se lembrar do momento da colisão. A última recordação que tinha era de estar saindo de uma lanchonete com Kauã. Depois disso, só se recorda de ter acordado no hospital.
Igor permaneceu internado por pouco mais de dois meses e passou por três cirurgias devido às fraturas nos braços e em uma das pernas. Ele relatou ter ficado com limitações físicas, dores frequentes e necessidade de utilizar muletas para se locomover.
O sobrevivente também afirmou que Rafael e nenhum familiar do empresário teriam prestado auxílio financeiro ou oferecido suporte para o tratamento, incluindo despesas com medicamentos e fisioterapia.
A data do júri popular ainda será definida pela Justiça.
Fonte: Diário do Nordeste
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| Reprodução |
Mais de um ano após o atropelamento que matou Kauã Oliveira Guedes, em um cruzamento no bairro Meireles, em Fortaleza, o empresário Rafael Elisiário Ferreira, de 43 anos, foi pronunciado pela Justiça e deverá ser julgado por um júri popular. Ele é acusado de dirigir embriagado e em alta velocidade quando colidiu com a motocicleta em que estavam Kauã e o amigo, Igor da Silva Lima.
O acidente aconteceu na noite de 18 de junho de 2025. Segundo a investigação, Rafael trafegava pela Rua República do Líbano quando teria avançado a preferencial e atingido a motocicleta que seguia pela Rua Oswaldo Cruz. Kauã ficou preso embaixo da caminhonete, enquanto Igor foi arremessado contra uma árvore.
Na época, a Polícia Militar informou que o empresário apresentava sinais de embriaguez e estaria dirigindo acima da velocidade permitida. Durante a ocorrência, foram apreendidos com ele dois papelotes de cocaína, duas latas de cerveja e comprimidos psicotrópicos.
Rafael foi preso em flagrante, mas deixou a prisão cerca de 12 horas depois após o pagamento de fiança. Naquele momento, o caso era tratado como uma infração de trânsito, já que as vítimas ainda estavam sendo socorridas e o empresário possuía bons antecedentes. Após a morte de Kauã e o avanço das investigações, a Justiça decretou a prisão preventiva. Ele está detido desde novembro de 2025.
Kauã chegou a ser levado com vida ao Instituto Dr. José Frota (IJF), mas não resistiu aos ferimentos e morreu no dia seguinte. Igor também foi internado no IJF e permaneceu inconsciente por mais de dois meses. Ele precisou passar por três cirurgias e ficou com sequelas nas mãos e nas pernas, além de dificuldades para caminhar.
Na última quinta-feira (10), a Justiça manteve a decisão de pronúncia proferida em agosto. Com isso, Rafael continuará respondendo por homicídio consumado contra Kauã e homicídio tentado contra Igor, ambos com a qualificadora de uso de recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa das vítimas. A data do julgamento ainda não foi definida.
O empresário permanece preso na Unidade Prisional Vasco Damasceno Weyne (UP Itaitinga 5) enquanto aguarda o júri.
Investigação apontou direção perigosa
Laudos e documentos da investigação apontaram que Rafael teria trafegado em zigue-zague antes da colisão e em velocidade muito acima do permitido. Segundo a Polícia Civil, os indícios de embriaguez e possível consumo de outras drogas, somados à velocidade e à forma de condução do veículo, levaram ao indiciamento por homicídio doloso, na modalidade de dolo eventual quando o acusado assume o risco de provocar a morte.
O Ministério Público do Ceará (MPCE) também afirmou que Rafael se recusou a realizar o teste do bafômetro e não teria prestado socorro às vítimas. Segundo a denúncia, após a colisão, ele teria buscado abrigo em um condomínio próximo, alegando posteriormente que temia ser agredido ou linchado.
Defesa afirma que empresário entrou em estado de pânico
Durante o processo, a defesa sustentou que Rafael não teria agido com dolo eventual, mas cometido apenas uma imprudência de trânsito.
O empresário também afirmou que, no momento do acidente, acreditava estar sendo perseguido e teria entrado em um estado de desespero e ansiedade, perdendo o controle do veículo. Ele declarou fazer acompanhamento psiquiátrico e psicológico e utilizar medicamentos controlados.
Sobre a saída do local da colisão, Rafael afirmou que procurou abrigo por medo de ser agredido por moradores revoltados com o acidente. Segundo ele, permaneceu no local até a chegada da polícia e se identificou como motorista da caminhonete.
A defesa também destacou que o empresário entregou voluntariamente a CNH à Justiça, acionou o seguro do veículo para cobrir os danos à motocicleta e tentou oferecer apoio financeiro às famílias das vítimas. Rafael ainda ressaltou ser primário e não possuir antecedentes de violência no trânsito.
Sobrevivente afirma que não recebeu ajuda financeira
Em depoimento prestado à Polícia Civil em janeiro deste ano, Igor da Silva Lima afirmou não se lembrar do momento da colisão. A última recordação que tinha era de estar saindo de uma lanchonete com Kauã. Depois disso, só se recorda de ter acordado no hospital.
Igor permaneceu internado por pouco mais de dois meses e passou por três cirurgias devido às fraturas nos braços e em uma das pernas. Ele relatou ter ficado com limitações físicas, dores frequentes e necessidade de utilizar muletas para se locomover.
O sobrevivente também afirmou que Rafael e nenhum familiar do empresário teriam prestado auxílio financeiro ou oferecido suporte para o tratamento, incluindo despesas com medicamentos e fisioterapia.
A data do júri popular ainda será definida pela Justiça.
Fonte: Diário do Nordeste




