Na França, 301 pessoas morrem afogadas durante onda de calor
Número representa um aumento de 14% em relação a 2025 Foto: EFE/EPA/SEBASTIEN NOGIER A ministra dos Esportes da França, Marina Ferrari , i...
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Número representa um aumento de 14% em relação a 2025
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| Foto: EFE/EPA/SEBASTIEN NOGIER |
A ministra dos Esportes da França, Marina Ferrari, informou, no domingo (23), que 301 pessoas morreram no país desde o último dia 19 de junho — início da sequência de ondas de calor —, o que representa um aumento de 14% em relação a 2025.
Em entrevista à emissora France Inter, a ministra considerou “um triste balanço” o número de mortes e explicou que as ondas de calor continuam tendo grande influência nesses afogamentos, já que são períodos nos quais as pessoas buscam se refrescar com mais frequência.
– Muitos desses acidentes mortais acontecem em áreas de banho que não são nem autorizadas nem vigiadas – destacou Ferrari, garantindo que o governo adotou medidas para prevenir esse tipo de situação.
Para a titular da pasta de Esportes, “muitos afogamentos ocorreram, no caso das pessoas mais idosas, em piscinas privadas”.
– Às vezes se entra na água sem respeitar as normas de segurança – acrescentou Ferrari, que fez referência também ao “choque térmico” que pode ocorrer em certas pessoas e provocar o afogamento se as regras não forem seguidas.
Desde o final de maio, quando foi registrada a primeira onda de calor na França – inédita por sua precocidade -, registrou-se um excesso de mortalidade de cerca de 7.300 pessoas, a maioria delas constatada de 17 a 30 de junho, no segundo episódio canicular, o mais extremo desde que há registros.
Os dados de mortes são provisórios, pois não incluem os da terceira onda de calor, que começou em 28 de julho e foi dada como encerrada na última sexta-feira (21).
Naquele dia, a França pôs fim a 70 dias seguidos com temperaturas acima da média histórica, período iniciado em 12 de junho no qual essas três ondas de calor se sucederam praticamente sem interrupção.
*EFE




