França “não se envolverá nesta guerra” contra o Irã, diz Macron
"Tentaremos ser o mais razoáveis e pacíficos possível", declarou Emmanuel Macron Foto: EFE/EPA/SARAH MEYSSONNIER / POOL MAXPPP OUT...
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"Tentaremos ser o mais razoáveis e pacíficos possível", declarou
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| Emmanuel Macron Foto: EFE/EPA/SARAH MEYSSONNIER / POOL MAXPPP OUT |
A França “não se envolverá nesta guerra” contra o Irã no Oriente Médio, segundo afirmou o presidente francês, Emmanuel Macron, em uma sessão de perguntas e respostas com internautas no Instagram.
Nessa interação, o chefe de Estado francês tentou tranquilizar seus interlocutores diante da preocupação suscitada pela escalada militar provocada pela ofensiva dos Estados Unidos e de Israel no Irã e que se estendeu pela região.
– Entendo perfeitamente e compreendo sua preocupação, mas queria ser muito claro: a França não faz parte desta guerra. Não estamos em combate e não vamos nos envolver nela – disse Macron em resposta a um jovem internauta na noite desta quinta-feira (5).
O presidente francês ressaltou que seu país “não está travando uma guerra nesta região”, mas “protege os franceses, seus aliados, e apoia o Líbano”.
Nesse sentido, Macron anunciou um plano para acabar com as atividades militares do Hezbollah, ao mesmo tempo em que prometeu o envio de ajuda militar ao Exército libanês.
Neste contexto bélico, Paris enviou reforços militares ao Oriente Médio e Próximo, incluindo o porta-aviões de propulsão nuclear Charles de Gaulle para proteger os cidadãos franceses e apoiar os aliados que enfrentam as represálias iranianas, especialmente para ajudar a interceptar drones e mísseis, além de facilitar o tráfego marítimo.
– De forma completamente pacífica, estamos nos mobilizando para tentar assegurar o tráfego marítimo – declarou o chefe de Estado para enfatizar que essa presença militar faz parte de uma estratégia defensiva e de estabilização.
Macron havia anunciado na última terça (3) que estava trabalhando no estabelecimento de uma coalizão internacional para garantir a segurança das rotas marítimas essenciais para a economia global na região.
– Tentaremos ser o mais razoáveis e pacíficos possível porque esse é o papel da França – acrescentou Macron ao enfatizar o compromisso de seu país em priorizar a desescalada.
*EFE




