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Pré-estação chuvosa no CE fica abaixo da média

Até meados de janeiro, a pré-estação figurava como a segunda pior desde o início dos registros oficiais, em 1973. Reprodução Os meses de dez...

Até meados de janeiro, a pré-estação figurava como a segunda pior desde o início dos registros oficiais, em 1973.

Reprodução

Os meses de dezembro e janeiro, que compõem a pré-estação chuvosa do Ceará, apresentaram um desempenho abaixo do esperado no ciclo 2025/2026. Mesmo com as chuvas intensas registradas na última semana de janeiro, o acumulado do período ficou inferior à média histórica, segundo dados da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme).

Até meados de janeiro, a pré-estação figurava como a segunda pior desde o início dos registros oficiais, em 1973. Em dezembro de 2025, o volume médio de chuvas no Estado foi de apenas 17,7 milímetros, bem abaixo da média histórica de 31,3 mm. Já em janeiro de 2026, até o dia 21, haviam sido registrados somente 14,4 mm, frente a uma média esperada de 99,8 mm.

Historicamente, o desempenho só não foi pior do que o observado no biênio 1982/1983, considerado o mais seco da série, com apenas 26,7 mm somados entre dezembro e janeiro. No entanto, entre os dias 26 e 30 de janeiro deste ano, a atuação de um Vórtice Ciclônico de Altos Níveis (VCAN) provocou chuvas expressivas em grande parte do território cearense.

Durante três dias consecutivos, mais de 150 municípios registraram precipitações, muitas delas superiores a 100 mm em apenas 24 horas. O maior destaque foi o município de Itapipoca, no Litoral Oeste, que acumulou 264,8 mm entre os dias 27 e 28 a quinta maior chuva já registrada na série histórica da Funceme.

Com esse reforço, o acumulado de janeiro saltou para 68,7 mm até o dia 31. Ainda assim, o volume permaneceu insuficiente para enquadrar a pré-estação chuvosa na categoria “em torno da média histórica”, que varia entre 100 mm e 172 mm.

Importância da pré-estação

A pré-estação chuvosa ocorre em dezembro e janeiro e antecede a quadra chuvosa oficial, que vai de fevereiro a maio. Apesar de não concentrar os maiores volumes de chuva, o período é fundamental para preparar o solo para a agricultura e iniciar a recuperação da umidade, contribuindo para a recarga dos açudes estratégicos do Estado.

Segundo a gerente de Meteorologia da Funceme, Meiry Sakamoto, os desvios negativos observados neste ciclo ocorreram porque os VCANs não se posicionaram de forma favorável à formação de nuvens de chuva, além da atuação limitada de frentes frias. Ela destaca ainda que uma boa pré-estação não garante, necessariamente, uma quadra chuvosa positiva. “Em 2016, tivemos uma boa pré-estação, mas a quadra oficial ficou abaixo da normal”, exemplificou.

Chuvas irregulares nas regiões

Apesar do resultado geral próximo da média, a distribuição das chuvas foi bastante irregular entre as 12 regiões hidrográficas do Ceará. A única bacia com desvio positivo foi a do Litoral, com 116,4 mm — cerca de 2% acima da média histórica.

No extremo oposto, os piores índices foram registrados no Baixo Jaguaribe, que acumulou apenas 15,6 mm, representando uma queda de 84,5% em relação ao esperado, e no Médio Jaguaribe, onde está localizado o Açude Castanhão, com apenas 35 mm, quase 70% abaixo da média.
Seca se intensifica

A redução das chuvas refletiu diretamente no avanço da seca. O último mapa do Monitor de Secas aponta que, em dezembro, 42,04% do território cearense apresentava condição de seca grave, afetando 95 municípios. Trata-se do pior cenário desde dezembro de 2018, impulsionado principalmente pela escassez de chuvas no segundo semestre de 2025.

Prognóstico para a quadra chuvosa

Com o início oficial da quadra chuvosa em 1º de fevereiro, as atenções agora se voltam para o trimestre fevereiro-março-abril de 2026. O prognóstico da Funceme indica 40% de chance de chuvas dentro da normalidade, 40% abaixo da média e 20% acima do esperado.

De acordo com o presidente da Funceme, Eduardo Sávio Martins, ainda não é possível definir áreas com maior ou menor concentração de chuvas. Segundo ele, a evolução da temperatura do Oceano Atlântico será decisiva para determinar o comportamento da estação chuvosa até o mês de maio.

Fonte: Diário do Nordeste

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