Em discurso de 1h48, Trump critica Suprema Corte, ameaça Irã e condena imigração
Em discurso no Congresso dos EUA, Trump apresenta balanço do governo e destaca prioridades políticas e econômicas Kenny Holston-Pool/Getty I...
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Em discurso no Congresso dos EUA, Trump apresenta balanço do governo e destaca prioridades políticas e econômicas
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discursou nesta terça-feira (24/2) ao Congresso sobre o Estado da União, no primeiro balanço do mandato atual. O evento ocorreu no Capitólio, em Washington, D.C., e contou com a presença de todos os membros do Senado, composto por 100 senadores, e da Câmara dos Representantes, com 435 cadeiras. Com 1h48, Trump fez o discurso mais longo da história norte-americana.
Na fala, Trump fez diversas condenações aos imigrantes ilegais e defendeu a política anti-imigração de seu governo, também voltou a criticar a decisão da Suprema Corte de suspender o tarifaço e fez ameaças ao Irã.
Ao falar sobre a situação com o país do Oriente Médio, Trump disse que está próximo de um acordo, mas, segundo ele, os iranianos ainda não “falaram as palavras mágicas”. O norte-americano destacou que o país não terá armas nucleares. “Nós estamos buscando negociar para acabar com essas ambições sinistras, mas eles ainda não falaram as palavras mágicas: nós queremos que eles nunca tenham uma arma nuclear”, afirmou.
Trump ressaltou que quer resolver a questão por meio da diplomacia, mas se não for possível, usará o Exército norte-americano. “É chamada paz através da força, que é muito efetiva”, disse.
No discurso, Trump aproveitou para criticar a decisão da Suprema Corte de suspender o tarifaço imposto por ele. Segundo o norte-americano, ele resolveu guerras graças às tarifas.
“Portanto, apesar da decisão decepcionante, essas poderosas leis, que salvam o país e protegem a paz, permanecerão em vigor sob estatutos legais alternativos totalmente aprovados e testados”, afirmou.
Imigração
No início do discurso, Trump destacou as políticas anti-imigração de seu governo. Segundo ele, nos últimos nove meses, nenhum imigrante ilegal entrou nos Estados Unidos.”Nenhum imigrante ilegal entrou nos EUA nos últimos 9 meses”, disse. “Hoje nossas fronteiras estão seguras, a inflação está muito menor e a economia está como nunca antes”, completou.
Em contrapartida, o norte-americano fez um aceno aos trabalhadores. “Sempre vamos permitir que pessoas trabalhadoras que gostam do nosso país entrem”, afirmou.
“Depois de 4 anos de imigrantes ilegais invadindo nosso país, conquistamos uma grande marca de deportação. De longe, a maior que já vimos”, disse.
Em outro momento, Trump relacionou os imigrantes a crimes cometidos no país. “Nós não os queremos”, disse. Referindo-se aos congressistas presentes, Trump afirmou que, por muitos dos presentes, criminosos poderiam entrar livremente nos Estados Unidos. “O governo americano é para proteger cidadãos americanos e não imigrantes ilegais.”
Ele ainda pediu o fim das cidades-santuários que acolhem imigrantes no país, pediu que o Congresso aprove uma lei para impedir que eles tirem carteira de motorista e prova de cidadania para votar.
Time de hóquei participa de discurso
Em certo momento, Trump convidou o time olímpico de hóquei, medalhistas de ouro nos Jogos Olímpicos de Inverno, para entrar no Capitólio. “Aqui conosco esta noite está um grupo de vencedores que acabaram de encher toda a nação de orgulho”, disse. O presidente aproveitou para lembrar que as próximas Olimpíadas serão em Los Angeles. “Nós faremos um ótimo trabalho lá.”
Menção à Venezuela
Em relação à política externa, Trump fez uma sinalização à situação da Venezuela, que chamou de “nossa nova amiga e parceira”. O norte-americano destacou que, após a prisão de Nicolás Maduro, os Estados Unidos conseguiram 80 milhões de barris de petróleo do país.
Participação do republicano ocorre em meio a forte expectativa sobre a economia, a política tarifária, a segurança nacional e o impacto da mensagem nas eleições de meio de mandato de novembro.
Discurso do Estado da UniãoTradicionalmente, o Estado da União é o discurso mais assistido do ano para um presidente norte-americano, reunindo uma longa lista de feitos, propostas e prioridades políticas.
Neste ano, Trump deve abordar temas sensíveis, incluindo o caso do financista Jeffrey Epstein — com algumas vítimas convidadas para a sessão — e a atuação dele em tentativas de mediação de conflitos armados no exterior, além de comentar as recentes escaladas de tensão com o Irã.
No campo econômico, o presidente deve defender a política comercial adotada, incluindo a implementação de uma nova tarifa global sobre importações, apresentada como medida para proteger a indústria nacional e reduzir o déficit comercial.
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| Kenny Holston-Pool/Getty Images |
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discursou nesta terça-feira (24/2) ao Congresso sobre o Estado da União, no primeiro balanço do mandato atual. O evento ocorreu no Capitólio, em Washington, D.C., e contou com a presença de todos os membros do Senado, composto por 100 senadores, e da Câmara dos Representantes, com 435 cadeiras. Com 1h48, Trump fez o discurso mais longo da história norte-americana.
Na fala, Trump fez diversas condenações aos imigrantes ilegais e defendeu a política anti-imigração de seu governo, também voltou a criticar a decisão da Suprema Corte de suspender o tarifaço e fez ameaças ao Irã.
Ao falar sobre a situação com o país do Oriente Médio, Trump disse que está próximo de um acordo, mas, segundo ele, os iranianos ainda não “falaram as palavras mágicas”. O norte-americano destacou que o país não terá armas nucleares. “Nós estamos buscando negociar para acabar com essas ambições sinistras, mas eles ainda não falaram as palavras mágicas: nós queremos que eles nunca tenham uma arma nuclear”, afirmou.
Trump ressaltou que quer resolver a questão por meio da diplomacia, mas se não for possível, usará o Exército norte-americano. “É chamada paz através da força, que é muito efetiva”, disse.
No discurso, Trump aproveitou para criticar a decisão da Suprema Corte de suspender o tarifaço imposto por ele. Segundo o norte-americano, ele resolveu guerras graças às tarifas.
“Portanto, apesar da decisão decepcionante, essas poderosas leis, que salvam o país e protegem a paz, permanecerão em vigor sob estatutos legais alternativos totalmente aprovados e testados”, afirmou.
Imigração
No início do discurso, Trump destacou as políticas anti-imigração de seu governo. Segundo ele, nos últimos nove meses, nenhum imigrante ilegal entrou nos Estados Unidos.”Nenhum imigrante ilegal entrou nos EUA nos últimos 9 meses”, disse. “Hoje nossas fronteiras estão seguras, a inflação está muito menor e a economia está como nunca antes”, completou.
Em contrapartida, o norte-americano fez um aceno aos trabalhadores. “Sempre vamos permitir que pessoas trabalhadoras que gostam do nosso país entrem”, afirmou.
“Depois de 4 anos de imigrantes ilegais invadindo nosso país, conquistamos uma grande marca de deportação. De longe, a maior que já vimos”, disse.
Em outro momento, Trump relacionou os imigrantes a crimes cometidos no país. “Nós não os queremos”, disse. Referindo-se aos congressistas presentes, Trump afirmou que, por muitos dos presentes, criminosos poderiam entrar livremente nos Estados Unidos. “O governo americano é para proteger cidadãos americanos e não imigrantes ilegais.”
Ele ainda pediu o fim das cidades-santuários que acolhem imigrantes no país, pediu que o Congresso aprove uma lei para impedir que eles tirem carteira de motorista e prova de cidadania para votar.
Time de hóquei participa de discurso
Em certo momento, Trump convidou o time olímpico de hóquei, medalhistas de ouro nos Jogos Olímpicos de Inverno, para entrar no Capitólio. “Aqui conosco esta noite está um grupo de vencedores que acabaram de encher toda a nação de orgulho”, disse. O presidente aproveitou para lembrar que as próximas Olimpíadas serão em Los Angeles. “Nós faremos um ótimo trabalho lá.”
Menção à Venezuela
Em relação à política externa, Trump fez uma sinalização à situação da Venezuela, que chamou de “nossa nova amiga e parceira”. O norte-americano destacou que, após a prisão de Nicolás Maduro, os Estados Unidos conseguiram 80 milhões de barris de petróleo do país.
Participação do republicano ocorre em meio a forte expectativa sobre a economia, a política tarifária, a segurança nacional e o impacto da mensagem nas eleições de meio de mandato de novembro.
Discurso do Estado da UniãoTradicionalmente, o Estado da União é o discurso mais assistido do ano para um presidente norte-americano, reunindo uma longa lista de feitos, propostas e prioridades políticas.
Neste ano, Trump deve abordar temas sensíveis, incluindo o caso do financista Jeffrey Epstein — com algumas vítimas convidadas para a sessão — e a atuação dele em tentativas de mediação de conflitos armados no exterior, além de comentar as recentes escaladas de tensão com o Irã.
No campo econômico, o presidente deve defender a política comercial adotada, incluindo a implementação de uma nova tarifa global sobre importações, apresentada como medida para proteger a indústria nacional e reduzir o déficit comercial.
Fonte: Metrópoles




