Tetraplégica, paraquedista inspira nas redes: “Perfeição é ilusão” | Diário Sobralense News

Tetraplégica, paraquedista inspira nas redes: “Perfeição é ilusão”

Raquel Zendron, 36 anos, ficou tetraplégica após uma cirurgia. Sucesso na internet, ela é exemplo de superação Créditos: Metrópoles Reproduç...

Raquel Zendron, 36 anos, ficou tetraplégica após uma cirurgia. Sucesso na internet, ela é exemplo de superação

Créditos: Metrópoles

Reprodução/Redes sociais

Goiânia – Uma cirurgia relativamente simples mudou completamente a vida da paraquedista Raquel Zendron, 36 anos. O que era para ser a resolução de um problema marcou uma mudança radical na vida da goiana. Após complicações em uma operação de hérnia de disco, em fevereiro de 2020, Raquel perdeu os movimentos do corpo, na altura do peito para baixo.

Nascida em Anápolis, a cerca de 55 km da capital goiana, ela sempre foi apaixonada por adrenalina e foi pega de surpresa com a informação de que estava tetraplégica. Vivendo um dia de cada vez e, pensando em dar o melhor de si, ela usa das redes sociais para inspirar e superar as adversidades.

Inspiração

Com mais de 137 mil seguidores nas redes sociais, Raquel compartilha a rotina e todo o tempo dedicado na melhora da qualidade de vida. Aposentada em razão do acidente cirúrgico, ela usa a internet como instrumento para inspirar pessoas que passaram por situações semelhantes a não desistirem.

“Eu acho que não tem nada mais gratificante para mim do que esse impacto que eu tenho na vida de algumas pessoas. Quando alguém chega e fala que sofreu uma lesão, e já tinha perdido as esperanças, mas que viu os meus vídeos e entendeu que a história não tinha acabado, isso para mim faz tudo valer a pena”, conta.

Embora, atualmente, a condição em que Raquel se encontre seja considerada irreversível pela medicina, a paraquedista não perde as esperanças de que, no futuro, com avanços na área, tal cenário possa ser revertido; por isso, se dedica tanto aos exercícios e treinos adaptados.

Em seus conteúdos, Raquel compartilha não apenas vídeos com atividades. Ela também responde perguntas de seguidores sobre a vida sexual após a lesão medular, autoestima, disciplina, comparações, além de conteúdos motivacionais.

“Encontre a coragem de abraçar sua imperfeição, pois é nela que reside a verdadeira beleza e autenticidade. Liberte-se das expectativas, dos padrões impossíveis e abrace a sua singularidade. Permita-se errar, aprender e crescer, pois é através das nossas imperfeições que descobrimos nossa força interior. Aprecie cada falha como uma oportunidade de se tornar mais resiliente e confiante. Lembre-se: a perfeição é uma ilusão, mas a coragem de ser imperfeita é o que nos torna humanos e extraordinários”, ensina Raquel em uma de suas publicações.

Força pela família

Nas redes sociais, Raquel compartilha diversos momentos em família, especialmente, com o marido, Jefferson Lages, companheiro dela desde 2018. O casal, que estava noivo quando ela foi submetida a cirurgia, tem reforçado os laços ao longo do tempo.

O casamento ocorreu há cerca de um ano em Campo Limpo de Goiás, e foi noticiado pelo Metrópoles. “Foi um sonho realizado. Foi muito especial. Na hora da dança, foi muito emocionante, todo mundo chorou. Ele me segurou e ficou parecendo que eu estava em pé. Ali, parecia que não existia nenhuma limitação, nenhuma deficiência”, destacou.

Raquel relata que sempre buscou se sentir bem, apesar de ser um esforço, principalmente, em razão da família. “Eu pensei assim: se eu ficar mal, eles vão ficar piores ainda. Então, eu tenho de ser forte”, ressaltou a paraquedista.

Paixão pelos céus

Apesar da limitação motora, Raquel não abandonou a grande paixão: o céu. Dedicada à recuperação, em 28 de setembro de 2021, ela conseguiu saltar novamente de paraquedas, pela primeira vez, após o acidente.

“Eu fiquei muito feliz! Não sei dizer, eu não estava nervosa, não estava preocupada, só estava muito feliz. A gente pode fazer de outro jeito, o importante é seguir em frente. Consegui aproveitar todos os minutos”, emocionou-se.

Liberada para os saltos pela equipe médica, desde então, Raquel saltou cinco vezes. Embora não possa mais pular sozinha, garante que a adrenalina a deixa tão eufórica quanto antes.

Para o futuro, o plano está traçado: aumentar a família. “Eu e meu marido sempre quisemos ter um filho. Quer dizer, na verdade, eu quero dois, né [risos]? Um menino e uma menina! A partir de agora, com a autorização do meu médico, vamos atrás desse sonho também”, revelou.


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