Homem constrói o próprio túmulo e coloca “em breve” na data da morte

Casado e pai de três filhos, o comerciante dono de uma padaria, Cleyton Melo de Souza, de 36 anos , chamou a atenção ao construir o próprio...

Casado e pai de três filhos, o comerciante dono de uma padaria, Cleyton Melo de Souza, de 36 anos, chamou a atenção ao construir o próprio jazigo. O fato inusitado é no distrito de Mendes, a 6 km de distância do Centro de Limoeiro, no Agreste de Pernambuco.

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Reprodução

Casado e pai de três filhos, o comerciante dono de uma padaria, Cleyton Melo de Souza, de 36 anos, chamou a atenção ao construir o próprio jazigo. O fato inusitado é no distrito de Mendes, a 6 km de distância do Centro de Limoeiro, no Agreste de Pernambuco.

O comerciante reconheceu que ficou abalado com mortes de pessoas próximas e passou a refletir sobre como seria a sua vez. O jazigo tem a foto de Cleyton, a data de nascimento (4 de janeiro de 1986) e, na data da morte, tem escrito “Em breve”. “Pode ser daqui a cinco horas ou 50 anos”.

“Mandei botar minha foto para que as pessoas façam homenagens enquanto eu estiver vivo, porque depois de morto eu não vou ver mais nada”, brinca.

Quando contou à esposa que estava pensando em comprar um jazigo no Cemitério São José, houve pouco frisson. Tatiane Melo não deu muita importância. “Não tinha dito a ela que, além de comprar o túmulo, eu iria fazer o que fiz”, conta Cleyton.

A partir daí, o jazigo foi ganhando forma. Todo o serviço foi feito sem que a esposa ou um dos seus três filhos estivessem por perto. “Depois que já estava tudo pronto ele me contou da foto no túmulo e sobre o que estava escrito nele.

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No Dia de Finados, muita gente conhecida que foi ao cemitério me telefonou, dizendo que algumas pessoas estavam acendendo vela na cova dele”, conta Tatiane.Continua depois da publicidade

Nas duas fotos há também a mensagem “Seja humilde, faça o bem”. O comerciante diz que deixou esse recado em sua lápide para que as pessoas enxerguem a vida de uma maneira diferente. “Não devemos devolver maldade a quem fez algum mal com a gente.”

Além de já ter deixado o local pronto, o comerciante paga um plano funerário para a família. “É uma preocupação a menos para todo mundo. Ninguém vai precisar comprar caixão, flores, nem pensar em velório. Tudo será resolvido pelo plano”, diz o dono da padaria.

(Terra Brasil Notícias)

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