Lula diz que 2º turno contra Ciro Gomes seria “vitória da democracia”

Em entrevista ao jornal O Liberal, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comentou declaração recente de Ciro Gomes (PDT), que se p...

Em entrevista ao jornal O Liberal, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comentou declaração recente de Ciro Gomes (PDT), que se projeta no segundo turno das eleições presidenciais contra o petista. Para Lula, um eventual segundo turno contra Ciro seria uma “vitória da democracia”.
Foto: Reprodução

“Seria extraordinário para o Brasil que disputasse o Ciro e eu o segundo turno, sabe? Eu acho que seria uma vitória da democracia esplendorosa, como era vitoriosa a democracia quando eu disputava com o Fernando Henrique (Cardoso), com o Serra, com o Alckmin”, afirmou.

Ao contrário do que apontam as últimas pesquisas, onde Lula e Jair Bolsonaro (sem partido) lideram em intenções de voto, Ciro acredita que o atual presidente não chegará à segunda etapa da disputa. Em entrevista ao UOL, o ex-ministro lançou dúvida sobre a possibilidade de Bolsonaro sequer disputar as eleições do ano que vem.

“Há muito tempo acho que o Bolsonaro não estará no segundo turno. Não sei sequer se estará na eleição. Sairá da cabeça da nação brasileira essa espada que obriga a esquecer todas as contradições do Lula e do PT só para se livrar do mal maior, mais emergente, mais doído, que é a tragédia do genocida e corrupto Bolsonaro”, disse.

Alvo de críticas constantes de Ciro, o ex-presidente Lula comentou com entusiasmo a possibilidade de disputar com o pedetista e concentrou seus ataques ao atual presidente Jair Bolsonaro. “Se o Ciro for para o segundo turno será uma vitória da democracia, eu só acho que a gente não pode ter nunca mais um fascista na presidência desse país, que nós precisamos consolidar o processo democrático brasileiro”, concluiu, afirmando que “não leva para o pessoal” a postura antipetista de Ciro.

Ainda sobre Bolsonaro, Lula defendeu que seu impeachment seja pautado pelo presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL), ainda que não tenha chance real de aprovação.

“Eu faço questão de dizer que o Bolsonaro tem de ser tratado como um genocida, porque eu nunca vi ninguém tratar com tanto desrespeito a humanidade, eu nunca vi ninguém tratar com tanto desrespeito o seu povo, como o Bolsonaro desde que tomou posse e depois que começou a pandemia. Então, agora eu acho que esse pedido de impeachment é um pedido mais robusto, porque é um pedido que envolve muita gente da sociedade. (…) Isso não implica que vai ser aprovado o impeachment do presidente, pode não ser aprovado, o Trump teve um pedido de impeachment que não foi aprovado. Ou seja, o que é grave aqui é que não seja discutido o impeachment do Bolsonaro por todos os crimes que ele cometeu”, defendeu.

Fonte:  O Povo

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