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quinta-feira, 29 de abril de 2021

É seguro engravidar na pandemia? Conheça os desafios do tratamento de fertilização

iBahia conversou com Isa Rocha, especialista em tratamento de fertilidade, e com Ana Paula Reis, que iniciou tratamento para ter o segundo filho agora durante a pandemia


Lívia Oliveira 
Foto: Reprodução

"Quando eu tento ter filho o mundo quer se acabar", relata Ana Paula Reis, de 44 anos, ao falar sobre sua experiência com a maternidade. A profissional de moda é mãe de Luiza, de 4 anos, e iniciou o tratamento de fertilização in vitro para aumentar a família durante a pandemia do novo coronavírus.

Ana Paula conta que o sonho de ser mãe sempre existiu, mas que tinha uma rotina de vida e de trabalho muito intensa, com muitas viagens profissionais, o que acabou contribuindo para a maternidade ser adiada.

"Eu comecei o tratamento de fertilização há cinco anos e meio, justamente quando aconteceu o surto da Zika no Brasil. Na semana que iria fazer a transferência de embriões saiu uma portaria aconselhando parar o tratamento. Chorei muito com notícia. Meus óvulos ficam congelados e eu acabei engravidando de Luiza de forma natural, que foi a realização da minha vida. Foi um trabalho de parto de 36 horas e eu lembro de cada detalhe. Agora, a minha filha tem 4 anos e nós [ela e o marido, Maurício] resolvemos que ela precisa ter um irmão", conta Ana Paula. 

Ana Paula e Luiza | Foto: arquivo pessoal

Ela começou um novo tratamento em 2019, mas teve um resultado de Beta-hCG negativo (exame de sangue para detectar gravidez), o que é uma realidade comum entre as mulheres que optam por tratamentos de fertilização. Em 2020, Ana Paula precisou pausar o tratamento por causa da pandemia e recentemente retomou o procedimento.

Acompanhada pela médica Isa Rocha, da clínica IVI, Ana Paula, que segue fazendo isolamento social desde o início da pandemia, se sente segura para lutar pela realização de mais esse sonho.

"Eu poderia aguardar mais uns três meses, mas me sinto segura e tranquila para continua o tratamento. Ficar em casa e redobrar os cuidados não é dificuldade para alcançar meu objetivo de ser mãe novamente", confessa Ana Paula, que também reforçou a importância de ter uma alimentação mais equilibrada e cuidar da saúde para vivenciar o tratamento e preparar o corpo para receber um novo ser.

Apoio familiar

Ao iBahia, Ana Paula afirma que a parceria com o marido em todos os momentos e atividades do dia faz toda diferença.

"Ele é um cara assim 'uau'. Divide comigo as tarefas nos cuidados de Luíza. Me apoia e estamos sempre nos adaptando. E acho que a pandemia nos fortaleceu muito mais. Depois que Luíza dorme, a gente tem nosso momento a sós. A gente conversa sobre tudo, assiste BBB, GloboNews, namora, faz tudo", detalha Ana Paula, que também deixou claro que Maurício partilha do mesmo sonho que ela: "Povoar a casa. Fazer a família crescer".

A pequena Luíza já se acostumou com a possibilidade de ver a casa mais cheia. "Todas as noites a gente tem nosso ritual antes de dormir, de ouvir uma musiquinha relaxante e depois fazer uma oração. E ultimamente ela tem pedido 'papai do céu eu quero muitos irmãozinhos'. Ela fala que quer um casal", conta. 

Ana Paula, Luiza e Maurício | Foto: arquivo pessoal
O casal, que já teve que adaptar a casa para a realidade de aulas online e também para falta de convívio de Luíza com outras crianças, se sente prontos para fazer ainda mais adaptações na rotina, se vim um ou dois bebês.

Tratamento de fertilidade e gravidez na pandemia

A pandemia do novo coronavírus mudou completamente a rotina das pessoas, no mundo todo, e afetou diretamente os planejamentos de vida. Entre eles, o de ser mãe. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Instituto Guttmacher, cerca de 34% das mulheres que se planejaram para se tornarem mães em 2020, tiveram que adiar a gravidez.

Com o avanço dos estudos sobre os efeitos do vírus e o início da vacinação, as clínicas de tratamento de fertilidade puderam retomar os atendimentos. Mas o questionamento sobre se é melhor esperar ou iniciar/continuar o tratamento permanece.

Em entrevista ao iBahia, a médica Isa Rocha garante que a resposta para esse questionamento é relativa. "Cada caso é um caso. A gente precisa individualizar o tratamento. Uma paciente com idade mais avançada (acima dos 37 anos), que tem alguma patologia, principalmente que comprometa o ovário (que é o caso da endometriose), é importante procurar acompanhamento e, se for seguro, iniciar o tratamento", explica a especialista.

Durante a pandemia, Isa Rocha relata que a clínica adotou estratégias para não anular as chances da gestação, como os casos em que o tratamento é iniciado e o óvulo ou embrião fica congelado. "A técnica de congelamento de óvulos e de embriões é segura e não tem limite de uso. É possível ficar congelado pelo tempo de vida reprodutiva da paciente. Vale ressaltar que o conselho de medicina recomenda fazer tratamento de reprodução assistida até os 50 anos, após esse período fica a critério do médico", garante a médica.

Para quem pretende iniciar o tratamento, Isa Rocha afirma que todos os cuidados de segurança estão sendo tomados para evitar o contágio por covid-19. Além disso, o tratamento é curto, dura cerca de 12 dias e durante esse período é necessário a paciente ir na clínica na máximo quatro vezes.

"O tratamento é individualizado dentro as particularidades de cada paciente. Falamos dos riscos e tomamos as decisões em conjunto. Durante o processo, é aconselhável ter uma boa alimentação, tentar fortalecer o sistema imunológico e praticar atividade física. É preciso manter boa saúde de um modo geral para aumentar as chances de segurar a gravidez", acrescenta Isa.

E quando é indicado procurar um tratamento de fertilização? "Se a mulher é saudável, não tem nenhuma alteração no ciclo menstrual, recomenda-se tentar engravidar naturalmente até os 35 anos pelo período de um ano. Depois disso é importante buscar um serviço especializado para investigar", esclarece a médica. 
Ana Paula já iniciou o tratamento | Foto: Arquivo pessoal
Expectativa e esperança para gestação

As chances de sucesso no tratamento dependem das características e causas de infertilidade diagnosticadas no casal. Além disso, Isa Rocha reforça que o tempo conta muito neste processo e de maneira desfavorável. "Com o avanço da idade diminui-se a quantidade de óvulos".

Segundo dados da clínica Ivi, com 18 anos a mulher tem uma fertilidade de 86% e aos 42 anos sua fertilidade se reduz a 36%. Por essas e outras coisas, é importante trabalhar com probabilidades e entender, que mesmo sendo dolorido, pode acontecer um resultado de exame negativo.

"O conselho que eu posso dar para quem quer engravidar é procure um profissional o quanto antes para saber sobre a sua saúde reprodutiva e do seu companheiro ou companheira. E para o momento de ser tentante, tenha sempre positividade, mas não crie expectativas para não ficar frustrada. Saiba que você está fazendo uma tentativa e tenha esperança de um resultado positivo, porque assim você pensará em tentar novamente se for necessário", pontua Ana Paula.


Fonte especialista: 

Isa Rocha - Ginecologista pela USP- Ribeirão Preto e especialista em Reprodução Humana do IVI - Instituto Valenciano de Infertilidade Salvador-Ba. 
CRMBA 17867

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