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segunda-feira, 18 de maio de 2020

Após sucesso em humanos, esta pode ser a primeira vacina contra COVID-19


Ainda não há tratamento específico e nem uma vacina comprovada contra o novo coronavírus (SARS-CoV-2). Por isso mesmo, grandes laboratórios espalhados pelos Estados Unidos, Europa e China trabalham, praticamente dia e noite, na produção de uma vacina imunizante contra a COVID-19. E ao que tudo indica, as respostas iniciais da primeira vacina testada em humanos são promissoras.

De acordo com o que a empresa de biotecnologia e farmacêutica norte-americana Moderna anunciou nesta segunda-feira (18), a primeira etapa de testes foi completa de forma segura e conseguiu estimular uma resposta imunológica satisfatória contra o coronavírus. Sendo assim, a agência federal dos Estados Unidos, Food and Drug Administration (FDA), já liberou a segunda fase das pesquisas.

Resposta imunológica
Os resultados divulgados pela empresa foram baseados na reação das oito pessoas que primeiro receberam duas doses da possível vacina, isso a partir de março. Após a vacinação, essas pessoas (saudáveis) tiveram amostras do sangue coletadas e foram identificados anticorpos contra o coronavírus. Por sua vez, os anticorpos foram testados em células humanas, em laboratório, e impediram a replicação desse vírus com sucesso.

Na primeira etapa da pesquisa, três doses da vacina foram testadas: baixa, média e alta. No entanto, as melhores respostas (tais como indica a empresa) foram baseadas nas dosagens baixas e médias, onde o único efeito adverso verificado foi vermelhidão e dor no braço de um paciente (no local onde injeção foi aplicada). Por isso, serão elas que continuarão nas próximas etapas do estudo.

Já com a alta dose, três pacientes testados tiveram febre, dores musculares e dores de cabeça, durante um dia após a vacinação. Mesmo assim essa dosagem deve ser eliminada de estudos futuros não pelos efeitos colaterais, mas porque as doses mais baixas funcionaram tão bem que a dose alta não é necessária. Além disso, quanto menor a dose, mais vacinas a farmacêutica poderá entregar.

Antes do teste em humanos, a Moderna realizou testes de eficácia em camundongos. Após infecção induzida pelo coronavírus, os pesquisadores descobriram que a vacina poderia impedir a replicação do vírus nos pulmões. EUA podem sair na liderança, após sucesso da primeira etapa de testes de vacina em humanos.

Vacina em tempo recorde
De acordo com os pesquisadores, os níveis dos chamados anticorpos neutralizantes estavam na mesma proporção dos encontrados em pacientes que se recuperaram da COVID-19. A empresa ainda avisou que o cronograma segue acelerado e, em breve, iniciará a segunda fase da vacina, com 600 participantes. Nesse ritmo, em julho, a terceira fase deverá contar com a participação de milhares de pessoas saudáveis.

Caso as respostas imunológicas continuem sendo positivas, a vacina contra o coronavírus poderá ficar pronta para aplicação, em massa, até o final deste ano ou ainda no início de 2021, afirma Dr. Tal Zaks, diretor médico da Moderna. No entanto, não há previsões de quantas doses podem ser fabricadas em um primeiro momento. "Estamos fazendo o possível para chegar logo ao maior número possível de doses", explica Zaks.

Após a divulgação desses resultados iniciais, as ações da Moderna subiram mais de 23% nesta segunda-feira de manhã.

O Ministério da Saúde atualizou o cenário do novo coronavírus (SARS-CoV-2) no Brasil, a partir das informações coletadas até as 19h desta segunda-feira (18). O país contabiliza 254.220 casos da COVID-19, sendo que 13.140 deles foram registrados nas últimas 24h.
O @minsaude atualiza a situação do no Brasil - 18/05
▶️254.220 casos confirmados
▶️136.969 em acompanhamento
▶️100.459 recuperados
▶️16.792 óbitos
⏺️188 óbitos nos últimos 3 dias
▶️2.277 óbitos em investigação
Saiba mais: http://covid.saude.gov.br 
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Com esses novos registros, o país se torna a quarta nação no mundo em casos da COVID-19. As primeiras posições da doença no globo são ocupadas, respectivamente, por Estados Unidos (1,5 milhão de infecções confirmadas), Rússia (290 mil) e Espanha (278), segundo dados da plataforma Worldometers.

Conforme as estimativas do Ministério, o número de pacientes recuperados da infecção, até hoje, chega a 100.459 pessoas, o que representa cerca de 39,5% dos doentes. O Ministério também informa que 136.969 casos estão em acompanhamento.

O Brasil contabiliza 16.792 mortes em decorrência da infecção respiratória, sendo 674 novos registros nas últimas 24h — o que não quer dizer que as mortes ocorreram, de fato, de ontem para hoje. Além disso, são 2.277 mortes em investigação. Atualmente, a taxa de letalidade da COVID-19 é de 6,6% no território nacional.

Coronavírus no Brasil
Desde fevereiro quando o vírus chegou ao país, a maior parte das notificações do coronavírus SARS-CoV-2 está no estado de São Paulo, que concentra 63.066 casos confirmados e 4.823 mortes. Em um mês, o número de mortes neste estado cresceu 4,9 vezes, saltando de 991 óbitos no dia 18 de abril para 4.823, hoje (18). Já o segundo estado com mais casos e óbitos é o Rio de Janeiro, com 26.665 confirmações e 2.438 mortes.

Na terceira posição está o estado do Ceará, com 26.365 casos e 1.748 mortes, seguido pelo Amazonas com 20.913 confirmações e 1.433 óbitos. Em quinto na lista nacional está Pernambuco, com 20.094 casos e 1.640 óbitos. Além destes estados, Pará e Maranhão também registram mais de 13 mil casos confirmados da infecção respiratória.

Na federação, Mato Grosso do Sul é o estado menos afetado em óbitos, com 613 casos e 16 mortes. Além dos citados, todos os outros estados brasileiros já registram casos e óbitos em decorrência do novo coronavírus.

A seguir, confira tabela do Ministério da Saúde com todos os casos confirmados e óbitos pelo coronavírus distribuído entre os estados brasileiros:
Brasil ultrapassa marca de 250 mil infectados pelo novo coronavírus (Imagem: reprodução/ Ministério da Saúde)

Para manter a população informada sobre a distribuição da nova infecção respiratória no Brasil, o Ministério da Saúde alimenta plataforma própria com análises sobre a evolução da COVID-19, gráficos e número de casos. Para acessar, clique aqui.

Fonte: Ministério da Saúde e Agência Brasil

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