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domingo, 8 de março de 2020

Alta do Rio Coreaú ameaça famílias ribeirinhas na cidade de Granja


A chuva de 180 milímetros registrada entre a última quarta e quinta-feira (5), no Município, elevou o nível do rio que já possui histórico de transbordo. Em 2019, mais de 50 famílias ficaram desabrigadas. A situação é de alerta.

Filmes repetidos não causam surpresa a quem os assiste. Mas podem causar outra sensação: a de medo. Quem mora em áreas ribeirinhas no município de Granja, na região Norte do Estado, está vivenciando este sentimento por mais um ano consecutivo. A cidade que sofreu com diversos pontos de alagamento em 2019, com a cheia do Rio Coreaú, está novamente com o alerta ligado. "Chega o começo do ano e a gente já fica com pavor, com medo da água invadir as casas", confessa João Batista Pereira Lima. Para fugir dos riscos de perder tudo caso a água invada sua residência, o pescador conta que, há dois anos, passou a alugar um imóvel "na parte alta do bairro".

"A gente fica preocupado, com medo. Mas não é uma novidade para a gente que mora aqui", acrescenta João Batista. Para evitar que o cenário do ano passado se repita, quando mais de 50 famílias de áreas ribeirinhas ficaram desalojadas, a Defesa Civil do Município, que está distante cerca de 300 km de Fortaleza, diz estar monitorando o nível do rio desde janeiro. "Atualmente não há risco (de inundação)", pontua o coordenador do órgão, Francisco Aquino. Ele garante ainda, que até o momento, nenhuma família foi orientada a deixar suas casas. "O risco é iminente quando o nível do rio atinge a marca dos 3,5 metros", detalha. Ontem (6), esta marca estava em 2,5 m. Na quinta-feira, o nível atingiu 3,10 metros de altura.

A alta foi consequência do intenso volume pluviométrico registrado no Município entre a última quarta e quinta-feira (5). Segundo a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), choveu 180 milímetros na cidade. Esta foi a maior chuva do ano no Estado.

Ações

Para pôr fim ao sofrimento destas famílias ribeirinhas, será construído um dique de contenção para barrar o volume do Rio Coreaú em casos de cheia. Orçada em R$ 3,5 milhões, a obra está prevista para começar em agosto, após o fim do período chuvoso. "Quando o dique ficar pronto, moradores dos bairros Lagoa Grande e São Francisco não serão mais ameaçados pelas águas do rio", afirma Aquino. Estas duas localidades são consideradas as áreas mais críticas do Município. A obra deve ficar pronta no primeiro semestre de 2021.

Ainda conforme Aquino, "todas as residências ameaçadas foram construídas de forma irregular e em local impróprio". A Defesa Civil justifica, no entanto, não ter removido essas famílias em anos anteriores "por não existir local apropriado para abrigá-las". Agora, contudo, 52 casas serão construídas até o próximo ano. "Quando as famílias forem transferidas, todas as casas ribeirinhas serão demolidas", completa Francisco.

Medo das águas

O histórico de inundações do Rio Coreaú justifica o temor dos moradores ribeirinhos. No ano passado o afluente alcançou a marca dos 3,60 metros de altura. Com a elevação do nível, a água invadiu pelo menos três bairros: Barrocão, Lagoa Grande e o Centro. Moradores foram retirados de suas casas. Mais de 50 famílias foram removidas.

Em 2009, o Município vivenciou a pior enchente do século XXI. A Defesa Civil não confirma um número, mas estima que mais de uma centena de famílias ficou desabrigada. Naquele ano, a Funceme registrou o acumulado a 2.710 milímetros na cidade, o que representa 154.6% acima da média história (1.064,3mm). Em 2019 as chuvas observadas no Município foram de 2.208 mm. Em 2020, em poucos mais de dois meses, já choveu 973.6 milímetros, o que representa 91,5% do esperado para todo o ano.

(DN)
Foto Matheus Ferreira

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