Jovem de 17 anos entra em trabalho de parto no meio de tiroteio

O bebê, previsto para a partir do próximo dia 14, estava vindo ao mundo em meio a um pesado tiroteio entre traficantes e policiais Agência...

O bebê, previsto para a partir do próximo dia 14, estava vindo ao mundo em meio a um pesado tiroteio entre traficantes e policiais

Agência, O Globo
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A jovem de 17 anos que ficou três horas presa dentro de casa após a bolsa estourar por conta de um tiroteio no Rio de Janeiro, contou que só foi atendida pela Polícia Militar depois que ativistas da região buscaram um comandante da coorporação. Só assim, segundo ela, um caveirão escoltou a família para sair da favela e buscar um hospital.
— Meu parto não foi nada fácil. Demorou demais. Minha bolsa estourou às 7h no meio do tiroteio e minha filha só nasceu às 21h — conta a jovem, que passa bem e pode ter alta nesta quinta-feira com a criança: — Na hora do tiroteio, eu fiquei com medo do que poderia acontecer. Estava tendo tiroteio e eu só saí porque uma mulher entrou em contato com o comandante e uma deputada. Aí o caveirão foi escoltando a gente para fora da favela.
Eram 7h da última terça-feira quando uma granada explodiu bem perto da casa da menina, que pediu para não ser identificada. A jovem estava com 37 semanas, a apenas quatro do fim da gestação. O imóvel, num beco do Complexo do Alemão, tremeu, e a moça levou as mãos ao ventre. Sua bolsa havia rompido. O bebê, previsto para a partir do próximo dia 14, estava vindo ao mundo em meio a um pesado tiroteio entre traficantes e policiais militares que faziam uma operação na comunidade. A família teve que esperar por duas horas até conseguir sair de casa.
— Ela levou um susto muito grande. Todos nós levamos. A bolsa rompeu na mesma hora. Ainda pedi socorro aos policiais que estavam próximos da minha casa, para nos ajudar a sair com ela. Expliquei que minha filha estava em trabalho de parto, mas eles disseram que ninguém entrava nem saía e me responderam com um palavrão. Quando os tiros pararam um pouco, saímos com ela, engatinhando até o carro e descemos. Ainda batemos de frente com um blindado da polícia. Foi quando conseguimos sair. Minha filha já havia perdido muito líquido — conta a mãe da menina.
A operação foi realizada pelo Batalhão de Choque da Polícia Militar com a Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP), do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE), do Batalhão de ações com Cães (BAC) e do Grupamento aeromóvel (GAM). Foram apreendidos seis fuzis, uma metralhadora Browning M1919 calibre .30, granadas e diversas munições. Dois criminosos foram presos e um outro ficou ferido durante o confronto. O governador Wilson Witzel (PSC), pediu que todo o material apreendido fosse levado para o Palácio Guanabara, na Zona Sul do Rio de Janeiro, para que fosse apresentado à imprensa. Ele posou exibindo a metralhadora .30.
— A nossa Polícia Militar está de parabéns. Tenho orgulho de ver que esse armamento não está mais nas mãos do crime organizado. Quero que saibam que o nosso trabalho só vai se aperfeiçoar, vai melhorar com investigação e vamos asfixiar quem dá o dinheiro para a compra dessas armas — afirmou o governador.

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