Reféns de tragédia em Milagres foram mortos por fuzis de policiais, aponta inquérito

Os investigadores cruzaram outras informações, sendo a principal delas a de que os suspeitos dos ataques não portavam fuzis, mas outros tip...

Os investigadores cruzaram outras informações, sendo a principal delas a de que os suspeitos dos ataques não portavam fuzis, mas outros tipos de armamentos.


O laudo de balística pela Perícia Forense atesta que os reféns do caso de Milagres foram mortos por tiros de fuzis. A constatação, obtida com exclusividade pelo Sistema Verdes Mares, faz parte do inquérito policial que investiga as mortes, bem como a tentativa de roubo aos dois bancos em Milagres, numa ação que terminou com 14 mortos, incluindo cinco reféns da mesma família. Diante da novidade, os investigadores cruzaram outras informações, sendo a principal delas a de que os suspeitos dos ataques não portavam fuzis, mas outros tipos de armamentos. Essa revelação caminhou para outra: partiram dos policiais os tiros que mataram reféns e suspeitos.

A operação em Milagres foi realizada pelo Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate). Em depoimento, que consta no inquérito policial, testemunhas oculares do caso já afirmavam que teriam partido dos policiais militares os disparos, que não teriam agido com “nenhuma cautela”, disse um dos depoentes. A reportagem entrevistou, com exclusividade, testemunhas de toda a ação no centro de Milagres. Diante das acusações, elas temem pela vida.

Os reféns foram tomados de sequestro na BR 116, entre Milagres e Brejo Santo, voltando do aeroporto de Juazeiro do Norte. Num dos relatos mais fortes, já na cena do tiroteio, a família de Serra Talhada (PE) é vista de mãos dadas ao lado do Bradesco, como escudo humano, enquanto dois suspeitos escondiam-se atrás. Os adolescentes da família estão entre os primeiros alvejados, com tiros de fuzil na cabeça. 

Cleoneide, que vinha de São Paulo com o esposo e um dos filhos, grita em desespero, e em outra sequência de tiros toda a família é abatida. Genário Laurentino e Fernandes Rodrigues, pai e filho de Brejo Santo que também eram reféns deitaram-se no chão e, sendo alvos, conseguiram escapar. Edneide, filha de Fernandes que tinha acabado de chegar de São Paulo, é morta com um tiro na cabeça dentro do Celta, ao lado da mãe, Maria Lurilda. Da família pernambucana, João Batista e Vinícius Magalhães buscaram Cleoneide, Gustavo e Cícero, que também chegavam de São Paulo para passar o Natal com os parentes.

(Diário do Nordeste)
Foto Antônio Rodrigues

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