Bombeiros vão sugerir interdição de CTs de clubes cearenses

Vistoria constata que centros de treinamento (CTs) de Ceará, Fortaleza e Ferroviário possuem irregularidades de segurança contra incêndio.  ...

Vistoria constata que centros de treinamento (CTs) de Ceará, Fortaleza e Ferroviário possuem irregularidades de segurança contra incêndio.  



Os centros de treinamentos (CTs) de Ceará, Ferroviário e Fortaleza apresentam série de irregularidades que colocam em risco a utilização dos locais. Nenhum dos três maiores clubes do Estado está preparado para combater eventual incêndio ou situação de pânico em suas estruturas. A constatação é do Corpo Militar de Bombeiros do Estado (CMBCE), após vistorias realizadas na última segunda-feira, 11. 

O órgão estadual vai sugerir ao Ministério Público do Estado (MPCE) a interdição imediata dos espaços com área construída igual ou superior a 750m² até que sejam implantadas as adequações necessárias. Já para as estruturas com área menor, a recomendação será para a adoção de medidas num prazo de 72 horas. 

A vistoria dos Bombeiros ocorreu três dias após a tragédia no CT do Flamengo, no Rio de Janeiro. Dez jovens das categorias de base do clube, entre 14 e 16 anos, morreram em incêndio em alojamentos do clube. Três garotos ficaram feridos, dois deles cearenses. 

A fiscalização dos CTs atende a solicitação do Ministério Público, através do Núcleo de Defesa do Torcedor (Nudtor). A intenção é evitar tragédias como a no Rio de Janeiro. Além do Corpo de Bombeiros, foram notificados os presidentes de Ceará e Fortaleza, Robinson de Castro e Marcelo Paz, e o presidente da Federação Cearense de Futebol (FCF), Mauro Carmélio, para prestarem esclarecimentos em até 15 dias. 

De acordo com os Bombeiros, os CTs de Ceará, Fortaleza e Ferroviário, localizados em Itaitinga, Maracanaú, Regiões Metropolitanas (RMF), e na Barra do Ceará, não dispõem de nenhuma das medidas de segurança contra incêndio e pânico exigidas pelas normas técnicas do Estado. 

O CT do Ceará é o único que possui projeto de segurança contra incêndio. Porém, o planejamento conta apenas com cronograma de execução, que ainda não começou a ser implementado, conforme os bombeiros. 

As estruturas dos clubes precisam atender, no mínimo, a oito medidas de segurança: saídas de emergência, brigada de incêndio, iluminação de emergência, alarme de incêndio, sinalização de emergência, extintores e hidrantes. 

Essas exigências não se restringem apenas às estruturas dos clubes de futebol, mas para qualquer edificação no Estado. A adoção das medidas de segurança contra incêndio e pânico é obrigatória para a emissão do Certificado de Conformidade, documento emitido pelo Corpo de Bombeiros e que atesta condições satisfatórias da obra. 

Os três clubes foram procurados ontem pela reportagem. Por enquanto, o Fortaleza não se pronunciará sobre as irregularidades apontadas pelo CMBCE. Em comunicado oficial divulgado há dois dias, o clube informou que "está à disposição das instituições responsáveis pelas fiscalizações que se fizerem necessárias, que trabalha buscando a excelência em seus processos esportivos/administrativos/patrimoniais, como também na transparência das funções estabelecidas pelo clube". 

Em nota, o Ceará apresentou certificado de aprovação do projeto junto ao Corpo de Bombeiros, datado de 27 de julho de 2018. "Desde então, as instalações da Cidade Vozão, Centro de Treinamento das categorias de base do Ceará, passam por ajustes no intuito de atender às exigências estabelecidas pelo órgão fiscalizador", comunicou o clube. 

O tempo especulado para o término nas obras no CT de Itaitinga é até abril deste ano. 

O Ferroviário não respondeu aos questionamentos da reportagem e enviou apenas nota sobre reformas na estrutura do CT do clube. (Colaborou Luana Severo) 

Fonte: O POVO

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