Deputada mais jovem do país tem 22 anos e quer Congresso municipalista

Luísa Canziani ocupará, a partir de janeiro, uma das cadeiras da Câmara federal © Reprodução / Facebook Ainda era pré-campanha quan...

Luísa Canziani ocupará, a partir de janeiro, uma das cadeiras da Câmara federal

© Reprodução / Facebook

Ainda era pré-campanha quando Luísa Canziani dirigiu por duas horas e meia até chegar a Corumbataí do Sul, uma cidadezinha de pouco menos de 4.000 habitantes no centro-oeste do Paraná.

Estava lá em pleno sábado à noite para prestigiar a festa do Cabrito Apressado, "essa festa tão importante para a nossa cidade", segundo declarou num vídeo que postou horas depois, editado pelo próprio celular e divulgado em suas redes sociais.

Aos 22 anos, Luísa foi eleita a deputada federal mais jovem do país em outubro.

Filiada ao PTB do Paraná, ela fez lives, usou intensamente as redes sociais e prometeu priorizar pautas ligadas à educação e à tecnologia.

Mas também tem um estilo velha guarda: fez campanha de município em município, subindo no palanque e citando pelo nome vereadores, prefeitos e deputados, com alcunhas como "esse grande líder", "uma pessoa por quem eu tenho um grande carinho", "uma cidade muito especial", "uma família de espírito público".

"Eu faço uma política da construção", diz a deputada eleita à reportagem, que estima ter visitado cerca de 120 cidades durante a campanha.

Formanda em Direito, Luísa é filha do atual deputado Alex Canziani (PTB-PR), que está em seu quinto mandato na Câmara. Quando criança, passava férias em Brasília, e adorava acompanhar o pai em compromissos no Congresso ou em convenções partidárias. Mais recentemente, passou a discursar em eventos políticos.

"Ela sempre participou; ia comigo até no colo", diz o deputado à reportagem.

Neste ano, Canziani concorreu ao Senado, e perdeu. A filha, que tinha desejo de concorrer, acabou ocupando a vaga para deputada na chapa. Mas ela diz não ser herdeira -e sim, sucessora.

"Eu quero dar continuidade ao trabalho dele", admite, dizendo ter orgulho do trabalho do pai, que foi vice-prefeito de Londrina e se notabilizou por relatar projetos ligados à educação. "Mas eu trago uma visão diferente, pela minha condição de jovem e de mulher."

A nova deputada se comprometeu a seguir uma carta de compromissos da Fundação Lemann, para nomear técnicos em seu gabinete. Depois de eleita, foi convidada a participar de uma oficina do RenovaBR, grupo de capacitação de novos líderes cujo apoiador mais notório é o apresentador Luciano Huck.

Ela promete "quebrar preconceitos", como o de ser filha de político, ou de ser jovem.

"Eu senti muito preconceito, sim. Muita gente se refere a mim como 'aquela menina'. Mas cabe a mim quebrar esses paradigmas", disse.

A parlamentar afirma ser municipalista, e quer rever o pacto federativo, para enviar mais recursos às prefeituras.

Ela também diz ser favorável à redução da maioridade penal para crimes graves, e a uma reforma da Previdência, mas não necessariamente a que está em tramitação, proposta pelo governo de Michel Temer (MDB). Em relação ao Escola sem Partido, afirma ainda não ter posicionamento formado, e diz estar estudando a questão.

No Congresso, Luísa afirma que irá seguir a orientação da bancada do PTB, que apoiou Jair Bolsonaro (PSL) no segundo turno, mas ainda não definiu se ficará na base do presidente eleito. Mas ela diz que seu compromisso "é com o país", e que pode votar contra ou a favor do governo conforme sua convicção."Agora ela vai construir o próprio caminho", diz o pai. Com informações da Folhapress.

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