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Defesa de agressor de Bolsonaro prepara pedido de incidente de insanidade mental

Adélio Bispo de Oliveira afirmou que agiu sozinho, por conta própria e em cumprimento a uma “ordem de Deus para tirar a vida de Bolsonaro”....

Adélio Bispo de Oliveira afirmou que agiu sozinho, por conta própria e em cumprimento a uma “ordem de Deus para tirar a vida de Bolsonaro”.


Conteúdo Agência O Globo
Foto: Reprodução
A defesa de Adélio Bispo de Oliveira, preso em flagrante por esfaquear o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), prepara um pedido de incidente de insanidade mental em relação ao ato cometido pelo cliente, a ser protocolado na Justiça Federal em Juiz de Fora (MG) na próxima segunda-feira. Se o pedido for aceito pela Justiça, Adélio será submetido a exames psiquiátricos para análise sobre sua sanidade mental e sobre como uma eventual insanidade pode ter levado à tentativa de homicídio praticada contra Bolsonaro na quinta-feira, em Juiz de Fora. Constatadas a loucura e a influência da loucura no ato criminoso, a Justiça poderá decretar a inimputabilidade e absolvição do agressor.
Os advogados de Adélio afirmam que ele relatou ter usado remédios controlados, com finalidade psiquiátrica, de forma contínua. Além disso, ainda conforme os advogados, Adélio passou por tratamento psiquiátrico ambulatorial, sem internação. O agressor de Bolsonaro, porém, não teria precisado uma doença a seus defensores.
Na audiência de custódia na Justiça Federal, na sexta-feira, Adélio afirmou que agiu sozinho, por conta própria e em cumprimento a uma “ordem de Deus para tirar a vida de Bolsonaro”. “Embora ele se apresente como evangélico, na verdade não é nada disso”, afirmou o agressor em relação ao candidato.
Adélio afirmou ainda ser de “esquerda moderada” e Bolsonaro, “de extrema direita”. “Bolsonaro defende o extermínio de homossexuais, negros, pobres e índios, situação que discordo radicalmente”, disse na audiência. A juíza federal substituta Patrícia Alencar converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva.
A defesa de Adélio já queria propor o incidente de insanidade mental à juíza que conduziu a audiência de custódia, mas foi orientada a fazer o pedido ao juízo titular, o que está previsto para ocorrer na segunda-feira. Após a audiência, concluída já à noite, a Polícia Federal (PF) pediu para colher um novo depoimento de Adélio, o que foi aceito pela Justiça, segundo os advogados.
O agressor de Bolsonaro foi ouvido mais uma vez, logo após a audiência de custódia, e reiterou que agiu sozinho, sem cumprir ordens de ninguém. Policiais federais mostraram fotos de outros suspeitos de terem alguma participação no atentado, que chegaram a ser presos. Adélio negou conhecê-los e reiterou ter agido isoladamente, segundo os advogados.
— Questionamos o que foi a gota d’água para o ato. Ele respondeu que foi assistir às declarações de Bolsonaro sobre a população quilombola e aquela história de fuzilar a petralhada. Adélio afirma que entendeu aquilo como um recado a ele, que Bolsonaro iria armar a população para exterminar negros — diz o advogado Fernando Magalhães, um dos quatro defensores do agressor, que sustentam ser pagos por um grupo religioso.
Em abril, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, denunciou Bolsonaro por racismo. Ela enxergou crime na afirmação feita por ele numa palestra no Clube Hebraica do Rio:
— Eu fui num quilombola em Eldorado Paulista (SP). Olha, o afrodescendente mais leve lá pesava sete arrobas. Não fazem nada. Eu acho que nem para procriador servem mais — afirmou Bolsonaro na ocasião.
Em Rio Branco (AC), no começo deste mês, o presidenciável despertou a ira de petistas ao afirmar de cima de um carro de som, manuseando um tripé de câmera como se fosse uma arma de fogo:
— Vamos fuzilar a petralhada aqui do Acre.

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