Vice de Ciro defende maior facilitação do porte de armas e se opõe a alterar lei do aborto

Candidata à vice-presidente na chapa de Ciro Gomes (PDT), a senadora Kátia Abreu, também do PDT, defendeu, em entrevista ao Jornal Folha de ...

Candidata à vice-presidente na chapa de Ciro Gomes (PDT), a senadora Kátia Abreu, também do PDT, defendeu, em entrevista ao Jornal Folha de São Paulo nesta quarta-feira, 8, a facilitação do porte de armas diante do atual cenário de violência, sobretudo na zona rural.



Para ela, o ideal seria que o governo desarmasse os criminosos. “Só não acho justo alguém ficar armado até os dentes e a população totalmente abandonada”, disse Kátia. No seu gabinete, ainda tem pendurado o retrato da amiga Dilma Rousseff. “Não acabou o mandato dela ainda. Fica até trocar pelo do Ciro”.

Por que entrar em uma campanha com apenas uma aliança e pouco tempo de televisão?
Mesmo antes de ser vice, já tinha decidido votar no Ciro. O que mais me admira nele é que tem um perfil com autoridade, que não significa autoritário. Não é para que ninguém tema ou obedeça, mas um presidente tem de ter autoridade moral. E acho interessante ele ser do Nordeste. O Brasil é muito desigual e ele conhece isso de perto.

Então, o PT erra ao ter uma chapa que só representa Sul e Sudeste?
Não chega a ser um erro, não gostaria de classificar como um erro, mas não seria a minha opção votar em uma chapa puro-sangue do Sul do país. Com todo respeito às duas regiões, que são maravilhosas, e nada contra candidatos de Sul ou Sudeste. Neste momento, o Brasil está precisando de quem conhece a vida dos mais pobres.

Ciro buscava um vice de Sul e Sudeste, mas acabou escolhendo do Norte. O que a senhora agrega à candidatura?
Em vários aspectos, não só na questão regional. Tenho muito orgulho de representar Norte, Nordeste e Centro-Oeste. E também o setor agropecuário. Sei como vivem não só produtores do agronegócios, mas também assentamentos da reforma agrária, os quilombolas e a agricultura familiar.

O temperamento explosivo prejudica o Ciro?
Ciro não é briguento, não é brigão. Um lutador, é diferente. Ele sabe impor o que acredita de verdade. Eu acuso o golpe para mim porque eu sou um pouco parecida. Sou tão veemente no que acredito que até às vezes parece que estou brigando, mas é a forma que a gente tem de se expressar. A gente tenta corrigir, mas não significa agressividade, significa obstinação.

A senadora Ana Amélia (vice do tucano Geraldo Alckmin) seria uma boa vice-presidente?
Seria, eu até trocaria ela de lugar para ser a candidata a presidente. Ela é melhor que o candidato. Eu gosto dele, já votei nele uma vez, não é nenhum ataque pessoal, ele é uma pessoa correta. É uma questão circunstancial.

Apoiaria ela se ela fosse candidata a presidente?
Se não fosse o Ciro, talvez. Se o Ciro não fosse candidato, quem sabe.

Como pecuarista, a senhora defende a posse de armas nas zonas rurais?
Defendo o uso de armas em casa, rural e urbano. Eu não sou contra, diante da violência que estamos vivendo hoje. Todo mundo sabe que os fazendeiros estão desarmados. Hoje, há ataques até nos assentamentos. A minha pergunta é: isso é justo? Colocar os produtores à mercê. Estão roubando arame, material de trabalho, machado e foice, pneu de trator. Então, não quero uma guerra no campo nem uma batalha civil no país.

Sou contra a violência, eu sou a favor do diálogo, sou a favor da paz. Mas não acho justo que os bandidos se armem cada vez mais. O governo brasileiro não faz absolutamente nada e as pessoas se sentem impotentes.

Então, a senhora é favorável à facilitação do porte de armas?
Eu sou, não para ficar andando na rua, nos bares, restaurantes, trabalho. Mas se a pessoa se sentir segura. Eu moro em uma chácara, por exemplo. Eu tenho um guarda armado, mas e as pessoas que não podem? Não, meu guarda não é armado. Meu guarda é desarmado por causa de custo, inclusive. Agora, você imagina como eu durmo à noite? Eu tenho medo.

Mas isso não pode aumentar a violência?
Nos EUA e em todos os países onde é permitido o porte de armas, não se tem números dizendo que isso aumenta ou diminui a violência. Eu só acho que a população hoje se for consultada, ela toda não quer ficar desarmada. Não porque quer brigar, mas porque quer defender a sua própria família. Então, temos uma opção ótima, que eu concordo em número, gênero e grau. Combater de verdade a violência, combater a marginalidade, desarmar os bandidos. Aí sou a favor de desarmar todo mundo.

Só não acho justo alguém ficar armado até os dentes e a população totalmente abandonada. Há 46 municípios no Tocantins que não têm um PM. Tenho 50 cidades sem um delegado. O que eu digo para essas pessoas? A maioria usa uma faca de cozinha no quarto com medo. Quantas pessoas não me dizem isso? Acho que é um assunto muito polêmico, que é difícil dizer eu sou a favor ou sou contra. Só acho que não está ajustado. Acho que tem alguma coisa errada nisso.

É favorável à legalização do aborto?
Todas as mulheres e homens do Brasil são contra o aborto. Ninguém é feliz com o aborto. A legislação apresenta três quesitos: o risco de vida da mãe, o estupro e o anencéfalo. Eu quero fazer um registro que o anencéfalo eu votei contra.

A mãe tem de dar à luz ao anencéfalo?
Acho que sim.

E em outros pontos?
Não gostaria de entrar em um tema muito pessoal. É o Congresso que tem de decidir, é representante do povo. Sou cristã e, do ponto de vista dos meus princípios, não gostaria de modificar a lei, mas não estou aqui para jogar pedra em ninguém e as pessoas merecem apoio em qualquer circunstância.

A senhora já foi do DEM e hoje está no PDT. Como se define politicamente?
Sou democrata, uma pessoa de centro e acredito no mercado, mas meu coração ainda está aqui dentro batendo.

Com informações do Jornal Folha de São Paulo

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